Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

26 março 2007

VIVENDO DE PROMESSAS

Por Marcelo Pimentel, Advogado em Brasília, ex-ministro do Trabalho, ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) .
O Congresso se reúne dia e noite e não produz concretamente. A oposição é de absoluta indigência mental e nada oferece, a não ser a mesquinha campanha de não sugerir coisa útil, não só no que se refere a um reaparelhamento econômico, mas igualmente numa melhoria legislativa, com a modificação do Código Penal, absolutamente essencial, da política partidária, tributária etc. Fica o Executivo a legislar por medidas provisórias, rigorosamente inconstitucionais, e que nada resolvem, porque não oferecem o arrojo necessário, como aliás não pode fazê-lo, por falta de base legal. De progresso, vez por outra, ouve-se falar que a Petrobras encontrou algum novo campo. Mas curioso é que continuamos insistindo na auto-suficiência, mas realmente patinando no limiar dos gastos internos. O país não pode continuar vivendo de promessas, porque o concreto é inexistente, o que corrompe as esperanças de melhoria, tanto no que se refere à criação de empregos, como na necessária oportunidade de um desenvolvimento mais consentâneo com as necessidades de um país imenso, tanto em terras como em possibilidades. Essa história do etanol é um blefe. Não podemos nos transformar em um deserto de canaviais, porque a cana-de-açucar está substituindo à produção de alimento, como no caso do Mato Grosso, onde pecuaristas abandonam a criação para produzir álcool. Já se comprovam danos ambientais, na ânsia de se produzir mais. Árvores estão sendo abatidas nas florestas e serão substituídas por cana, avançando por hectares de preservação ou de produção de grãos. O simples anúncio de aumentar a produção de álcool está carreando para São Paulo levas de migrantes nordestinos. Daqui a pouco estaremos com novos problemas sociais nas cidades do interior. E a produção em que haja o sacrifício dos trabalhadores ou o risco ambiental eliminará o álcool brasileiro do consumo internacional. Atender os interesses dos Estados Unidos em detrimento de uma produção agrícola mais rendosa como trigo, soja etc., é uma burrice inominável. O etanol acabará explodindo o futuro do país!

6 comentários:

Tiago Motta disse...

Por não ter estudo, Lula não conhece a história brasileira. Desde os tempos de colonia é a mesma coisa. Pau-Brasil, Cana de Açucar, Café e novemente a Cana. Foi o presidente que escolhemos. Agora aguenta.

Enquanto supriremos as necessidades dos EUA com etanol, eles estarão investindo em pesquisas avançadas em energia por célula de hidrogenio.

CAntonio disse...

Enquanto isso......

O hidrogênio está a todo vapor. Quando nos tornarmos um imenso canavial (uns cinco anos) estarão usando o hidrogênio como combustível.

É só aguardar....

Ricardo Rayol disse...

É meu amigo a coisa é tão feia que estamos plantando combustivel ao invés de comida. E a besta fera acha que o Bush acha ele legal e maneiro.

Stella disse...

bom artigo, mas o que acabará ( se já não o fez ) explodindo esse país é esse desgoverno e a omissão popular

Antonio Carlos S. Monteiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Antonio Carlos S. Monteiro disse...

É meus amigos, é o país do simulacro.
Eça de Queiroz foi na veia, nessa citação em 1887. Serve como total medida para o deprimente cenário atual.

"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas idéias aumenta a cada dia. A ruína econômica cresce, cresce, cresce... A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O numero das escolas é dramático. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do país. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda parte: 'o país está perdido!'"