Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

07 fevereiro 2007

XÔ SARNEY AINDA NÃO ACABOU


Nesta terça feira, seis de fevereiro, a jornalista Alcinéia Cavalcante passou a tarde depondo na Polícia Federal, em Macapá que tenta indicia-la por crime de calúnia por em função de um comentário, de um leitor, postado em seu Blog em agosto do ano passando, dizendo que “a família de Sarney fede... fede muito”.
E por falar em Sarney, em Macapá – Amapá, onde foi realizado pela Escola de Samba Emissários da Cegonha um festival para escolha do Enredo deste ano, o samba que homenageia Sarney ficou em último lugar, o que na realidade significa a rejeição do Senador no meio popular na Capital.

Liberdade imprensa sob ameaça

O presidente do TRE do Amapá, desembargador Honildo Amaral de Melo Castro, entrou com uma queixa-crime contra a jornalista Alcinéia Cavalcante porque a mesma publicou em seu blog no mês passado uma foto de um hotel que ele está construindo numa das áreas mais nobres de Macapá. O que era uma simples notícia informando sobre a capacidade empreendedora do desembargador amapaense, passou a ser uma represália por causa do dossiê enviado TSE pela jornalista.

A propósito de tantas ações contra os comentários e posts no Blog Alcinéia Cavalcante, quem sabe seria o caso de o Ministério Público Federal investigar quem está cometendo crime de abuso de autoridade ou contra a liberdade de imprensa ou quem com estes inquéritos na tentativa de indiciar uma jornalista por supostos crimes de calúnia, promovem outro crime, a malversação de dinheiro público com denúncias infundadas.

Quem não quer virar notícia...

Enquanto aguardamos o reconhecimento de nosso direito constitucional de informar com liberdade de expressão, devemos nos organizar e continuar lutando, transformando nossos blogs em trincheira digital onde nossa principal arma sempre será o verbo. Quem não quer virar noticia, não deixe que fato aconteça. Eles não vêem a crítica como fonte de correção de rumos e não entendem que blogosfera não tem fronteira. Quanto a impor limites, com certeza vão levar todos a clandestinidade.

6 comentários:

Antonio Carlos S. Monteiro disse...

Isto é comum de políticos malversadores. Acham-se vítimas do mundo, do qual tem que se vingar. A razão é coberta pelo neocinismo deles. A verdade se torna crime. O óbvio virou obsoleto.

Ricardo Rayol disse...

Uma bizarrice. Se ainda fosse uma ofensa do tipo ele é bicha, ladrão ou algo assim....

Cristina Lima disse...

neocinismo. Essa foi ótima!

Blogue da Magui disse...

Permita-me discordar quando diz que blogues ou jornais e revistas não tem limites.Tem sim:A lei. Não podemos escrever tudo o que pensamos porque isso não é liberdade de imprensa.Uma pessoa não pode fazer notícia nos moldes que um jornalista quer porque isso é crime sim.Mesmo porque muita gente vira notícia porque um indivíduo decide assim e desanca quem quer.Isso é terrorismo, é crime e deve ser coibido.Eu acho a Alcinea pessoa corajosa presta serviços relevantes no que eu conheço mas sei também que ela é radical quando interpreta o que é liberdade de imprensa.Eu , como optei pela advocacia exatamente por isso não concordo. Quem fala o quer ouve o que não quer.No caso específico eu não sei do que se trata mas quem se julgar ofendido deve procurar o poder jurisidicional do estado.É para isso que ele existe.Eu conheço jornalistas que dão a sua versão muitas vezes distorcida, estampam em primeria página absurdos, encampam horrores ditos por ali e aqui a ponto de acabar com vidas, honras e talentos.Devagar com o andor que o santo é de barro.

Stella disse...

lei é lei, todos tem a responsabilidade cívil e criminal sobre seus atos, por isto existe acusação, defesa e seus recursos.
e é exatamente embasados nestes princípios que os envolvidos devem recorrer

Antonio Carlos S. Monteiro disse...

Discordo da Magui, "data vênia”, Todos tem permissão de fazer queixa sim, mas não pela simples publicação de uma matéria mostrando a capacidade empreendedora do desembargador amapaense. Ele deve ter fundamentos plausíveis, não supérfluos, nem dor de cotovelo. Queixa a titulo de quê? Como desembargador, ele é público, possuidor da função judicante, defensor da moralidade, mas este ato demonstra sua total fragilidade e fraqueza diante de fatos que não o agradam. Sua pessoa deve ser respeitada. Assim como ele respeitar os cidadãos em seus direitos.
Contudo, não esqueça que além de Estado/poder, ele é Estado/sociedade quando termina sua jornada diária de trabalho. Se ele sentiu-se lesado, que procure seus direitos na fortaleza da lentidão do seu judiciário. Agora se ostentar da onipotência de Desembargador e tudo mais, pra decidir quem deve ou não comentar de "assuntos" de qualquer natureza não discriminatória, com certeza não é ele. Se assim o fez, trata-se um ato de déspota. Típico da região Norte.