Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

05 fevereiro 2007

O INDEFENSÁVEL, DEFENDENDO CAUSA PRÓPRIA E DE OUTROS SUB JUDICES

"Uma palavra sobre a anistia e o Congresso do PT
Duas questões me envolvendo diretamente ganharam repercussão nos jornais de hoje: minha anistia e minha participação na reunião de petistas que se preparam para o Terceiro Congresso do Partido.
Reitero que não estou organizando minha campanha de anistia. Tenho recebido apoios e apelos nesse sentido e vou viajar por todo país, aceitando convites de centenas de entidades, personalidades, militantes de esquerda, do PT e de partidos que apóiam o governo Lula, em apoio a minha anistia. Não é uma campanha do PT. Nunca discuti ou pretendi pedir o apoio institucional do PT para minha anistia, nem acho que é o caso. Trata-se de um direito constitucional. E tenho certeza que aqueles que o defendem farão a campanha.
É tudo muito claro e simples. Cabe à Câmara dos Deputados julgar o pedido a ser apresentado por deputados e pelo movimento pela minha anistia. Essa não é uma questão do PT ou somente minha. É uma questão daqueles que defendem e apóiam minha anistia.
É evidente que eu quero provar minha inocência, já que não tive, no processo de minha cassação pela Câmara, o direito sagrado da presunção da inocência. E, no meu caso, o ônus da prova não foi do acusador, mas meu.
Ao mesmo tempo, é publico e notório que nada foi provado. Por isso, tenho insistido que quero ser processado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Acredito que tenho o direito de um julgamento rápido e público, uma vez que fui condenado sem provas. Praticamente linchado pela maioria da mídia.
Sobre o Terceiro Congresso do PT, quero reafirmar que não abro mão de minha participação nos debates e discussões do PT e de suas variadas correntes, na condição de filiado e militante do partido. Afinal, o PT é um partido plural e democrático.
Fui convidado e compareci a uma reunião de petistas que estão preparando sua participação no Congresso. Não vou participar de chapas ou correntes. Vou debater e participar do Congresso. Como sempre fiz no PT.
Não tenho nenhuma objeção à formação de novas correntes no PT, de novos campos, como se diz, e reconheço a legitimidade e o direito dos subscritores do documento que vem sendo intitulado de refundação do PT. Muitos são meus companheiros, me apoiaram em toda luta, e, alguns, meus amigos de varias décadas.
Apenas me reservo o direito de debater e disputar politicamente os rumos do PT, já que não abro mão daquilo que é parte de minha própria vida: a filiação e a militância no PT. Só quero o direito de discordar e disputar, como é natural na democracia petista. Sem vetos e sem julgamentos sumários. Aberto ao debate e a reconhecer meus erros, mas sem vacilar no repúdio às acusações caluniosas que enfrentei na luta em defesa do governo Lula e do PT, da minha história e militância de quarenta anos." Fonte: Blog do Dirceu.
ANALISE DA NOTÍCIA
Cassado politicamente e estando sob judice, entendo que uma proposta de anistia para quem ainda vai ser julgado pela justiça não pode ser acolhida pelo Congresso. Indiciado já é e caso seja julgado culpado, como ficaria a setença ? Teriamos o inusitado: um condenado disputando eleição ? Color de Melo e Ibsen Pinheiro foram absolvido nos tribunais de justiça, mas cumpriram suas setenças política. Por que Dirceu não cumpriará a sua ?

3 comentários:

CAntonio disse...

Por quê????

Porque no Brasil é assim mesmo.

É preciso fazer algo para barrar essa idéia estúpida de anistiar o Scarface do petê.


SDS,

Tiago Motta disse...

Bem lembrado, o julgamento faz-se sim necessário, mas a anistia deve ser dada somente se o réu for absolvido. Antes disso seria mais uma palhaçada do PT e aliados.

Cristina Lima disse...

Ser um dos amigos mais queridos do presidente não conta nada?
A perguntinha "você sabe com quem está falando?" vale muito mais que nossa vã filosofia.