Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

02 agosto 2007

Documento do PT é "inoportuno e infundado"

Repórteres Sem Fronteiras critica resolução do PT contra mídia

Para organização, documento é 'inoportuno e infundado'; partido vê articulação da oposição com a mídia.

SÃO PAULO - A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) qualificou, nesta quinta-feira, 2, de "inoportuna e infundada" a resolução do PT contra os meios de comunicação críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Em carta enviada à Lula, a organização se mostrou indignada com as conseqüências da resolução, que "só pode alimentar o rancor", e pediu sua revogação. A resolução foi adotada pela executiva nacional do PT no último dia 31, e convoca os militantes e governantes do partido a "enfrentar a nova ofensiva da direita, articulada com setores da mídia contra o partido e o governo".

A RSF reconhece que os meios de comunicação privados não pouparam críticas contra Lula desde sua chegada ao poder, mas afirma que sua relação com o governo "evoluiu favoravelmente com o tempo". E lembra o episódio da compra do dossiê durante a campanha de Lula à reeleição que suscitou as mesmas críticas de petistas à mídia. O objetivo do documento era prejudicar a candidatura de tucanos.

A organização indicou ainda que a mídia também fez duras críticas aos políticos de oposição citados em casos de corrupção.

Leia íntegra da carta enviada a Lula:

Uma decisão infeliz do partido do governo fustiga a mídia privada: Repórteres sem Fronteiras faz apelo ao presidente Lula e ao presidente do PT

"Exmºs Srs.
Luís Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil, e Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores.

Repórteres sem Fronteiras manifesta sua preocupação sobre as conseqüências da decisão adotada no dia 31 de julho pela Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), convocando detentores de mandatos públicos à mobilização contra uma "grande ofensiva da direita aliada a certos setores da mídia contra o PT e o governo do presidente Lula", fundador do partido.

Gléber Naine, responsável pela comunicação do PT, destacou o canal de televisão privado TV Globo e os diários Correio Braziliense, O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S. Paulo como veículos que "nunca fizeram antes oposição a um governo como o fazem agora".

Esta decisão nos parece inoportuna e sem fundamento. De um lado, se é verdade que a mídia privada do país não poupou críticas ao presidente Lula e seu governo quando de sua chegada ao poder, a relação entre o governo federal e a imprensa evoluiu de forma favorável desde então. Por outro lado, os veículos citados não deixaram de criticar representantes dos partidos de oposição citados em casos de corrupção, abuso de poder e fraude.

É nosso dever lembrar, contudo, que a revelação, às vésperas das eleições de outubro de 2006, de um escândalo envolvendo membros do PT - que tentaram comprar um falso dossiê contendo acusações contra candidatos de oposição - provocou a reação de militantes do partido contra a imprensa. Na ocasião, os demais partidos representados no Congresso que tomaram parte nessas manifestações também tiveram parte na responsabilidade pelas agressões dirigidas contra a mídia, para as quais não servem de justificativa as alianças políticas vigentes.

A resolução que o PT acaba de aprovar ocorre poucos dias após a ampla cobertura pela mídia das manifestações que se seguiram após a catástrofe aérea no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 17 de julho, e as vaias dirigidas ao presidente Lula por ocasião da abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Tais manifestações devem ser vistas como uma crítica sistemática às autoridades de Brasília? Deveria a imprensa se calar diante desses eventos, deixando-os passar de forma despercebida? É possível responsabilizar a mídia pela insatisfação provocada pela emoção coletiva decorrente da tragédia de Congonhas?

Repórteres sem Fronteiras vem por meio desta chamar as autoridades de governo ao bom senso. A decisão do PT não nos parece em acordo com um partido democrático. Ela não pode senão alimentar o rancor, e deve ser reconsiderada.

À espera de que nossas considerações sejam ouvidas, queira, Exmº Sr. presidente, receber os nossos votos da mais alta estima e consideração.

Robert Ménard
Secretário Geral". Fonte: Estadão

2 comentários:

Stella disse...

é censura, patrulhamento
uma vergonha

Anônimo disse...

EVENTO CULTURAL ANTI-PT

Estive presente à passeata fora-Lula, no dia 04 de agosto. Fiquei matutando e pensei na idéia da realização de um evento cultural (shows, cartuns, teatro, entrevistas, palestras) anti-PT. Pelo fato da grande maioria dos acadêmicos e artistas serem pró-socialistas, é provável que um evento assim contaria com poucos conferencistas e mais artistas amadores do que profissionais. Mas talvez isto seja uma vantagem. A presença de artistas amadores pode enfatizar o caráter popular e não institucional do evento. E pode ser um passo importante para o contato pessoal da população anti-petista.

Quem poderia participar como organizador, conferencista ou artista? Em princípio, todo mundo, exceção feita a marxistas e nazistas (que segundo a minha opinião, são um tipo de socialistas bem agitados).

Renato