Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

07 agosto 2014

RUAS VIRTUAIS IMPULSIONANDO AS RUAS REAIS


                    AS MANIFESTAÇÕES DE RUA ESTÃO VAZIAS? SERÁ? QUE RUAS?
 
          
1. As notícias e os analistas entrevistados insistem que as manifestações de rua nesta conjuntura estão vazias, que são ou pequenos grupos ou não conseguem atrair mais que umas 5 mil pessoas. E que as manifestações dos grevistas atraem mais que as mobilizações difusas. Será?
          
2. Manuel Castels (Redes de Indignação e de Esperança) mostra que exigem dois tipos de ruas. Um tipo real, feito de asfalto e calçadas e outro VIRTUAL, ruas por onde circulam as pessoas nas redes sociais. A saída das ruas virtuais para as ruas reais depende de um momento mágico de um tipping point. Por isso, além de mensurar o que passa nas ruas reais, há que mensurar o que passa nas ruas virtuais.
          
3. As pesquisas de opinião –mesmo não sendo suficientes- permitem avaliar como andam as ruas virtuais. E mais do que elas, as mensurações técnicas específicas do uso das redes e dos temas que debatem e incorporam. Há que sublinhar que os temas difusos –catalisados pela rejeição aos políticos e a perplexidade com os fatos de corrupção- que estavam nas ruas reais em abril de 2013, passaram a ordem do dia.
          
4. Além da ordem do dia das redes sociais, para a ordem do dia da imprensa. Impulsionados pelas ruas virtuais os meios de comunicação passaram a dar uma centimetragem e um tempo de exposição proporcionalmente muito maior aos vetores mobilizadores de abril de 2013. Curiosamente, as redes sociais multiplicam o noticiário da mídia e especulam a respeito, mas a audiência das TVs e rádios e a circulação dos jornais até caem.
          
5. Dessa forma, as projeções oficiais para a Copa do Mundo que extrapolam a quantidade de pessoas nas ruas e programam a contenção das mesmas devem tomar muito cuidado. Nas ruas virtuais são multidões de manifestantes. O que poderá levá-los às ruas reais. E durante a campanha eleitoral? A rejeição aos políticos e à política, anotada em pesquisas, que em geral dobrou após abril de 2013, levará as ruas virtuais a um não-voto (abstenção + brancos + nulos) recorde?
          
6. Ou haverá “impulsionadores” levando as ruas virtuais para as ruas reais em passeatas –não de apoio a candidatos- mas de protestos contra todos? Portanto, as lentes dos analistas focalizadas nas ruas reais deveriam estar mais preocupadas e com foco muito maior nas ruas virtuais.

Fonte: Ex-Blog do Cesar Maia.

05 agosto 2014

ESPERANÇA É O OUTRO NOME DE AÉCIO NEVES > PRESIDENTE






                                        Por Jarbas Cordeiro de Campos – Jornalista, pós-graduado em GSSSP – Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde Pública.


                                             Depois de 12 anos de um Governo ineficiente e a partir das manifestações de junho de 2013, o povo brasileiro passou a exigir uma mudança de atitude governamental que priorize as necessidades de investimentos em infraestruturas que atenda a necessidades da população e de desenvolvimento econômico e social do País.
A gente merece um Brasil melhor, comprometido com a mobilidade urbana cada vez mais difícil, à pouca eficiência dos sistemas de saúde e a deficiente qualidade da educação pública, a violência descontrolada, a insegurança e um forte combate da corrupção no mundo político e no judiciário, além da severa responsabilização fiscal frente ao gastos com recursos públicos.
                                             Como servidor público – aposentado, mas nunca inativo! - fundador e militante do PSDB, de princípios parlamentaristas, espero e tenho certeza que Aécio Neves no governo ira reconhecer o servidor público federal de carreira por seus méritos e capacidades técnicas, gerando economia e que venha dar o “Choque de Gestão” que o Brasil precisa, eliminando o desvio de recursos públicos, os desperdícios, desaparelhando a administração federal com a redução do número de ministérios e de cargos comissionados amplos. Em um primeiro momento, a fim de conter os gastos com obras superfaturadas, fazem-se necessários rever todos os contratos de obras inacabadas e concluí-las, com responsabilidade fiscal e transparência.
                                               Também espero que Aécio Neves no Governo Federal venha garantir a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros o direito de ir e vir priorizando a Mobilidade Urbana com transporte coletivo de qualidade e eficiente para que possamos ir ao trabalho, a escola, ao médico e para o lazer com dignidade, sem o sacrifício das superlotações e a tortura da espera infindável.
                                               Que priorize a saúde – o SUS – para que todos os brasileiros tenham acolhimento humanizado e de qualidade, equipando unidades de saúde para o pré-diagnostico e reconhecendo o valor do profissional de saúde com carreira e salário dignos da nobre tarefa de preservar a vida.
                                               Na educação cuide para que nossas crianças tenham um Ensino Fundamental que dê as bases para a formação de um cidadão preparado para os desafios do mercado de trabalho, nunca esquecendo que o Brasil precisa de educação para o desenvolvimento tecnológico da era moderna.
                                               Segurança Pública voltada para a defesa do cidadão, objetivando paz social nos centros urbanos para termos a certeza de que no exercício do direito de ir e vir, nosso e de nossos filhos vamos voltar para casa sem medo.  Vigilância para fronteiras de modo a impedir o trafico de drogas e armas é outra prioridade que esperamos para proteger nossas comunidades desse verdadeiro mercado negro que destrói vidas e famílias inteiras.
                                               O desafio é enorme, mas a esperança é maior. Uma Nação sem infraestrutura produz, mas não armazena, não escoa, não vende, não exporta, não tem competitiva.  Sem infraestruturas adequadas não geramos riqueza e sem arrecadação como investir nas principais necessidades? Por essa e outras razões acreditamos na alternância do Poder e confiamos na criatividade, competência e disposição para enfrentar problemas e que venham apresentar novas e melhores soluções.

                                        

16 julho 2014

“O Brasil se cansou de ataques infundados.”



“O Brasil se cansou de ataques infundados.”
 Por Fernando Henrique Cardoso.

Tem sido assim há anos, desde quando estourou o escândalo do mensalão. Aliás, em nenhum momento Lula explicou de forma detalhada os acontecimentos que levaram ao maior escândalo de corrupção da história republicana, caracterizando-o, na época, como um simples problema de caixa 2, ocorrido às suas costas. Noutro dia, no exterior, chegou até a dizer que os principais envolvidos nem eram pessoas de sua confiança. Omitiu-se por completo.

Para se defender, Lula ataca. Jamais se explica, sempre acusa. Acostumado a atirar pedras, Lula é incapaz da autocrítica. Quando deveria, de forma rigorosa, abominar a prática da corrupção, ele tenta distrair a opinião pública jogando culpa nos outros. Ora, a grandeza de um líder está em assumir a responsabilidade, por si e por sua equipe, dos possíveis erros cometidos, buscando corrigi-los e superá-los, não em levantar suspeitas sobre outrem com o claro objetivo de se esquivar de seus compromissos éticos e políticos.
Ainda recentemente, quando em viagem para Johanesburgo, ao conversarmos sobre o mensalão, disse-lhe que deveria virar esta página, já julgada pela Suprema Corte. Mas não, Lula insiste em continuar distorcendo fatos para dizer que todos fizeram algo parecido. Eu não caio nessa cilada.
Aproveito para renovar a proposta que lhe fiz naquela ocasião: por que não nos juntamos para corrigir o que de malfeito há na vida política brasileira, em vez de jogar pedras uns nos outros? O Brasil se cansou de ataques infundados. “O país percebe que seu futuro depende de decisões honestas e corajosas, entre as quais a de evitar que o debate eleitoral se restrinja a baixarias e falsas acusações.”

25 junho 2014

DILMA E LULA ZOMBAM DOS MINEIROS





O evento realizado pelo PT ontem em Minas, sob o pretexto de lançar de novo a candidatura do ex-ministro Fernando  Pimentel, ao governo estadual, repete o desrespeito e o desconhecimento que o partido tem sobre os assuntos de Minas. O partido recorre de novo a mentiras e foge das explicações que deve aos mineiros.
 
Criticam a construção da Cidade Administrativa, obra responsável pelo desenvolvimento de todo o Vetor Norte da Região Metropolitana. Obra feita no prazo e no custo previsto, façanha que, em 12 anos o governo federal petista, não conseguiu realizar com nenhuma das promessas que fez para o estado, como a expansão do metrô de Belo Horizonte e a duplicação da rodovia BR 381.
 
Eles ignoram que, nas sucessivas gestões do PSDB, entre 2003 e 2014, foram realizadas obras e transformações que chamam a atenção de todo o país. Para ficar em apenas alguns poucos exemplos, foram asfaltados os acessos a mais de 200 municípios que não tinham esse benefício, e o telefone celular chegou à sede de mais de 400 cidades onde não havia o serviço. O próprio governo federal reconhece que Minas tem a melhor educação fundamental do país e o melhor sistema de saúde púbica da região Sudeste. O IDH de Minas passou de médio para alto.
 
A comitiva presidencial poderia ter conhecido um pouco do trabalho do PSDB no estado, como a MG 050 duplicada, a nova avenida Antônio Carlos ou o maior conjunto cultural do país instalado na praça da Liberdade.
 
No mais, os petistas fogem do acerto de contas com os mineiros. Poderiam ter aproveitado para responder a três simples questões.
 
1. Presidente Lula, o senhor declarou em 2003 que o metrô de BH, que é de responsabilidade federal, seria prioridade. Doze anos depois, nenhum metro foi feito. Para ajudar o governo federal, o governo do Estado fez os projetos. Com os projetos prontos, o governo federal encontra outra desculpa pra não fazer as obras. Presidente, por que o senhor não cumpriu a sua palavra?
 
2. Presidente Dilma, quando o presidente Lula editou a Medida Provisória que tirou a nova fábrica da Fiat de Minas, levando-a para Pernambuco, deixando o estado sem milhares de empregos de qualidade, a senhora ficou calada. Quando o Congresso Nacional aprovou Projeto de Lei dando os mesmos benefícios oferecidos a Pernambuco aos municípios mineiros da Sudene, a senhora pessoalmente vetou. O PAC das cidades históricas, que a senhora lançou pela quarta vez no ano  passado e que foi inclusive motivo de piada por todo o país, mais uma vez não saiu do papel. As promessas feitas em 2010  aos mineiros não foram cumpridas. Por que a senhora governa o país de costas para Minas?
 
3. Ex-ministro Pimentel, o senhor estava no ministério e nenhum assunto relevante de Minas foi resolvido. O senhor escandalizou o Brasil ao decretar sigilo sobre os incentivos concedidos pelo Brasil a Cuba. Por quê?
 
A presidente Dilma voltou a minas  e, mais uma vez, zomba da inteligência e da maioria dos mineiros.

29 abril 2014

SUS E O SUSTO DO POVO COM O DESGOVERNO DILMA



Por José Casado, para O Globo
A percepção de que a Saúde é o maior problema brasileiro está estampada em todas as recentes pesquisas de opinião. Em dezembro o Ibope confirmou a impressão coletiva ao entrevistar 15.414 eleitores em 727 municípios: 58% criticaram a política de saúde pública — a taxa de reprovação foi recorde no Rio Grande do Norte (73%), Distrito Federal (72%), Mato Grosso do Sul e Pará (70%). No Palácio do Planalto, porém, prevalece uma visão diferente.
Sete em cada dez brasileiros dependem integralmente da rede pública de serviços de saúde, que perdeu 11.576 leitos hospitalares no período entre janeiro de 2011 e agosto do ano passado. Ou seja, o governo Dilma Rousseff passou os primeiros 30 dos seus 48 meses de mandato desativando 12 leitos hospitalares por dia — em média, um a cada duas horas.
“Houve uma redução da quantidade de todas as especialidades de leitos de internação, com exceção dos leitos localizados em hospitais-dia”, atesta o Tribunal de Contas da União.
Enquanto isso, o setor privado recebeu estímulos para aumentar o número de leitos disponíveis a quem tem dinheiro para pagar um plano de saúde, com direito à internação hospitalar. Foram criadas 8.349 vagas nesse período, destinadas às pessoas que não dependem do SUS (um em cada quatro brasileiros). Na média, foram abertos nove novos leitos particulares por dia — um a cada duas horas e meia.
Técnicos do Tribunal de Contas passaram os últimos 12 meses examinando o financiamento e o desempenho do Sistema Único de Saúde. Visitaram 116 hospitais com 27.614 leitos (8% do total disponível no SUS), e em todo o país entrevistaram gestores, representantes do Judiciário e dos conselhos profissionais.
O relatório recém-concluído tem 200 páginas com um inédito diagnóstico dos serviços do SUS. Sua leitura conduz a uma conclusão: falta governo na saúde pública.
Em 67% dos estados a quantidade de leitos para a massa dependente da rede pública (2,29 para cada mil habitantes) é inferior ao mínimo recomendado pelo próprio governo (2,5 por mil).