PT está mergulhado no constrangimento após julgamento do mensalão
Reunião preparatória para o aniversário de 33 anos do partido é marcada por lamentos
pelo novo escândalo, que tem dois filiados indiciados: Rosemary Noronha e Paulo Vieira
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Por Patrícia Aranha ,para o Estado de Minas.
Publicação: 08/12/2012 06:00
Atualização: 08/12/2012 07:13
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Condenado pelo Supremo, José Dirceu foi ao primeiro dia do encontro, mas José Genoino se ausentou |
Prestes
a completar em 1º de janeiro 10 anos no poder e 33 anos de aniversário –
desde o manifesto de fundação assinado no Colégio Sion em 10 de
fevereiro de 1980 –, o PT fez sua última reunião do ano do Diretório
Nacional ontem, em Brasília, em que a palavra constrangimento foi
mencionada em todas as rodas. O mensalão, apesar de continuar
impronunciável na resolução aprovada pelos militantes, também esteve na
boca dos filiados, apesar de neste caso o sentimento ser de
corporativismo, com dezenas de tapas nas costas do petista que tem a
cara do escândalo: o ex-ministro José Dirceu, que chegou lamentando não
ter podido comparecer ao velório do comunista Oscar Niemeyer, no Rio.
Em
vez do esquema que se transformou na Ação Penal 470, em que o réu mais
famoso é o ex-todo-poderoso do Planalto e do partido, foi a Operação
Porto Seguro, da Polícia Federal, que causou as principais queixas. Tudo
por causa da estreita relação entre a ex-chefe de gabinete do
escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha e
dois ícones petistas: Dirceu e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
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