Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

27 junho 2010


Por Reinaldo Azevedo,

O decálogo de problemas que segue abaixo poderia se um roteiro utilizado pelos candidatos de oposição José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV). Mas não é — ou NÃO ERA. Ribamar Oliveira, do jornal Valor Econômico, colheu essas avaliações num portal oficial, do próprio governo. Antes que prossiga, uma síntese:
1 - a política de reforma agrária do governo Lula não alterou a estrutura fundiária do país nem assegurou aos assentamentos assistência técnica, qualificação, infra-estrutura, crédito e educação;
2 - a qualidade dos assentamentos é baixa;
3 - os programas oficiais não elevam a renda dos agricultores, que ficam dependendo do Bolsa Família;
4 - imposições da legislação trabalhista no campo acabam provocando fluxo migratório para as cidades;
5 - a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não definiu uma política de curto ou médio prazo para a formação de um estoque estratégico e regulador de produtos agrícolas.
6 - em futuro próximo, a produção de biodiesel não será economicamente viável;
7 - a reconstrução de uma indústria nacional de defesa voltada para o mercado interno, prevista na Estratégia Nacional de Defesa, não se justifica;

8 - a educação brasileira avançou muito pouco e apresenta os mesmos índices de 2003 em várias áreas:
9 - é baixa a qualidade da educação em todos os níveis; os que concluem os cursos não têm o domínio dos conteúdos, e as comparações com indicadores internacionais mostram deficiências graves no Brasil;
10 - O analfabetismo funcional, entre jovens e adultos, está em 21% na PNAD de 2008, uma redução pequena com relação à PNAD de 2003, que era de 24,8%. O número absoluto de analfabetos reduziu-se, no mesmo período, de 14,8 para 14,2 milhões, o que aponta a manutenção do problema.

Essas informações todas estavam no “Portal do Planejamento”, criado pela Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI), tarefa que durou um ano e meio. E QUE SUMIU EM UM DIA. Bastaram uma ordem e um clique. É isto mesmo: o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) mandou tirar o site do ar. Eram cerca de 3 mil páginas abordando 52 temas.

Bernardo justificou assim a censura em entrevista à rádio CBN:
“Vários ministros me ligaram para dizer: ‘Olha, estão fazendo críticas às políticas desenvolvidas pelo meu ministério, mas nós não fomos chamados a discutir’. Ficamos numa posição um pouco delicada de explicar que aquilo não era posição fechada do Planejamento; são técnicos fazendo debate.”

Entendo… o ministro convocou uma reunião para segunda-feira com os responsáveis pelo Portal:“Me parece que um site para discutir políticas de governo deve ter um nível de acesso para quem é gestor, outro para quem é jornalista e outro para o público em geral”.
Deixe-me adivinhar como seria essa gradação e o produto oferecido a cada um:

- ao gestor, a verdade;- ao jornalista, uma quase verdade;- ao público, o de sempre…(a mentira)
Vamos compreender (os dois Brasis)
É evidente que nenhum governo gosta de ser criticado pelo… próprio governo. Não me atrevo a dizer que este ou aquele não agiriam assim. Aliás, acho curioso que um portal dessa importância vá ao ar sem o conhecimento do chefe da pasta. A questão aí não é matéria de gosto, não.
O que o portal revela é que existem dois Brasis: aquele real, conhecido pelos técnicos do governo, que veio a público por um breve instante, e o outro, o de propaganda, este de novas auroras permanentemente anunciadas pelo governo, ancorado numa verba bilionária de propaganda.
Como se nota, Paulo Bernardo acha que é preciso trabalhar com “níveis” de acesso, como se aqueles informações não fossem dados sobre políticas públicas, mas matéria de “segurança nacional”. Informações relevantes, pois, para orientar tais políticas passariam a ser privilégio de uma espécie de casta.

Nunca antes na história destepaiz!!!
Fonte: Blog da Santa.

Querem perder a eleição de novo e sacanear o eleitorado? Querem entregar de bandeja para o petralhismo mais aloprado que Dilma Ruimself encarna?
Se não querem, então tratem de aparar as arestas. O senador Dias deu um bom passo. Mas o menino do Rio, Rodrigo Maia, todo ameaçador, estaria disposto a apoiar o bolivarianismo? Ele fica devendo a resposta.
Triste espetáculo oferecido ao país. País, não, Grotão lulista - se nem oposição à altura tem. E país sem oposição é ditadura, imposta ou consentida.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse hoje, em Cuiabá (MS), que uma "eventual" resistência ao seu nome como vice na chapa de José Serra na disputa presidencial não colocará em risco a aliança com o DEM. Segundo o tucano, caso o DEM se mantenha irredutível quanto à indicação do seu nome, ele cederá para preservar a aliança. "Se o DEM tiver que sair, saio eu", reforçou. Fonte: Blog do Orlando Tambosi

22 junho 2010

De Ed Ruas, do Portal Terra

O deputado federal Raul Jungmann (PPS) afirmou, nesta terça-feira (22), em entrevista à Rádio Folha, que a vitória de Dilma Rousseff (PT) nas próximas eleições pode estabelecer uma "Era Petista" e, consequentemente, impor mudanças à democracia no Brasil.
"Anotem o que digo: se a oposição não tiver sucesso, vai ocorrer um sufocamento do espaço das oposições, quando não da própria imprensa. Isso é uma real possibilidade. Não se enganem, pois no PT existem alas antidemocráticas e anti-institucionais. Se isso (vitória do PT) ocorrer, podem ocorrer mudanças efetivas na democracia", avaliou.
De acordo com Raul Jungmann, o mandato de Dilma Rousseff será apenas uma ponte para o retorno de Lula, em 2014.
"Não estamos (oposição) disputando uma eleição qualquer. Pode representar 20 anos de petismo e o sepultamento de várias trajetórias. É uma definição de 20 anos do rumo do País", argumentou.
Raul Jungmann, que é cotado para integrar a chapa majoritária de oposição em Pernambuco como candidato ao Senado, descartou a possibilidade e garantiu que disputará a reeleição.
"Seria uma honra participar de uma chapa com Jarbas Vasconcelos (PMDB), mas o meu partido e eu entendemos que devemos manter essa cadeira".
O bloco de oposição em Pernambuco é formado pelo PDMB, PSDB, DEM, PPS e PMN. O PPS mantém a candidatura ao Senado do ex-secretário de Saúde de Pernambuco, Guilherme Robalinho.

20 junho 2010

SERRA, SIMPLES, OBJETIVO E DIRETO

Trechos da entrevista de José Serra nas páginas amarelas da Veja deste fim de semana:
Depois que os repórteres da sucursal de VEJA em Brasília desvendaram uma tentativa de aloprados do PT de, uma vez mais, montar uma central de bisbilhotagem de adversários, as operações foram desautorizadas pela cúpula da campanha. O senhor responsabiliza a candidata Dilma Rousseff diretamente pelas malfeitorias ali planejadas?
Serra - Só cabe lamentar e repudiar as tentativas de difusão de mentiras, de espionagem, às vezes usando dinheiro público, às vezes usando dinheiro de origem desconhecida, como em 2006. São ofensas graves e crimes que ferem até mesmo direitos básicos assegurados pela Constituição brasileira. Isso não é honesto com o eleitor. É coisa de gente que rejeita a democracia. A candidata disse que não aprova esse tipo de atitude, mas não a repudiou, não pediu desculpas públicas nem afastou exemplarmente os responsáveis. Essa reação tímida e a tentativa de culpar as vítimas fazem dela, a meu ver, responsável pelos episódios.
(...)
Sobre loteamento de cargos, que Serra diz jamais ter feito:
Serra - Cito como exemplo as agências que criei quando fui ministro da Saúde, a Anvisa e a ANS. Sabendo como eu atuo, nenhum parlamentar, nem mesmo os do meu partido, sequer me procurou em busca de alguma indicação. Eles sabiam que não teriam êxito. E qual é a situação agora? O atual governo loteou totalmente as agências entre partidos, fatiando-as entre grupos de parlamentares e facções de um mesmo partido. A mesma partilha se abateu sobre os Correios e sobre a maioria – se não todos – dos órgãos públicos. O loteamento foi liberado e se generalizou. Essa prática é uma praga que destrói a capacidade de gestão governamental e turbinou como nunca a corrupção. Mais ainda, a justificativa oferecida foi a de que se tratava de "um mal necessário" para garantir a governabilidade. Se eleito, vou acabar com isso à base de um tratamento de choque.
(...)
Como concertar com os governadores uma reforma tributária em que ninguém se sinta lesado ou pagando a conta?
Serra - É menos complicado do que parece, e nem é necessário mexer na Constituição. Para começar, é preciso aprovar uma lei que preveja que os impostos sejam explicitados nos preços das mercadorias. Isso aumentará a consciência das pessoas a respeito da carga tributária. Em São Paulo, fizemos uma lei para criar a Nota Fiscal Paulista, um instrumento de grande sucesso através do qual 30% do imposto estadual sobre o varejo é devolvido aos contribuintes, com crédito direto na conta bancária. Vamos criar a Nota Fiscal Brasileira, para devolver parte dos tributos federais. A reforma que farei vai aliviar a carga tributária incidente sobre os indivíduos, desonerar os investimentos, simplificar a formidavelmente complexa estrutura de tributos atuais. Além disso, restabeleceremos a neutralidade em relação à distribuição de recursos. É uma proposta coerente.
(...)
Como seria a política econômica em um eventual governo Serra? Qual é o perfil ideal para o cargo de ministro da Fazenda?
Serra - A manutenção da estabilidade é inegociável. Isso significa manter a inflação baixa. Com a combinação dos regimes fiscal, monetário e cambial, caminharíamos sem rupturas para um ambiente macroeconômico cujo resultado inevitável seria a trajetória descendente dos juros. Uma taxa de juros menor é, aliás, condição para atrair mais investimentos privados destinados à infraestrutura, sem ter de dar os subsídios que hoje distorcem o processo. Quanto mais alta a taxa real de juros, maior é a taxa interna de retorno exigida pelos investidores privados em infraestrutura. Para compensar o juro alto, o governo é obrigado a dar subsídios.

18 junho 2010

QUEM É FICHA-SUJA
Estão vetadas candidaturas de pessoas com condenação na Justiça em segunda instância ou tribunais superiores. A inelegibilidade valerá por oito anos (atualmente são três).

Quem for condenado poderá recorrer em instância superior tentando suspender os efeitos da condenação. O mesmo órgão vai definir se o réu poderá ou não disputar eleições.

São abrangidos pela nova legislação:
Crimes dolosos (com intenção) com pena superior a dois anos, como tráfico de drogas e homicídio;
Condenados por improbidade administrativa;
Quem teve o mandato cassado por crimes como corrupção eleitoral e abuso de poder político; Condenados por crime grave em sentença transitada em julgado;
Condenados por crimes eleitorais que resultem em prisão – estão excluídos aqueles condenados apenas a pagamento de multa;
Quem for excluído do exercício profissional por crime ético-profissional, incluindo quem tiver o registro cassado;
Eleitos que renunciarem a mandatos para evitar processo por quebra de decoro.

14 junho 2010

Ficha suja não terá chance

Procurador eleitoral diz que legislação é caótica e não pune políticos com rigor.
"Não me parece adequado que o presidente da República, ocupante do cargo da mais alta hierarquia do Brasil, dê o mau exemplo de descumprir a legislação eleitoral, como também fazer pouco caso dela" .
Aos 34 anos, Felipe Peixoto Braga Netto será um dos principais responsáveis, ao lado da Justiça Eleitoral, pela garantia de eleições limpas e em condições iguais para todos os participantes. Professor de direito civil e integrante do Ministério Público Federal há cerca de 10 anos, no mês passado, ele foi eleito o novo procurador regional eleitoral do estado.
Caberá a ele coordenar todos os procuradores eleitorais de Minas e também analisar todos os pedidos de registro candidatura do estado, segundo maior colégio eleitoral do país e que tradicionalmente possuiu o maior número de candidatos em todos os pleitos. Entusiasta do Ficha Limpa, ele avisa que a procuradoria vai impugnar o registro de todos os políticos fichas suja do estado. Na avaliação do procurador, que não poupou críticas ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Congresso Nacional, essa foi uma das únicas modificações positivas da legislação eleitoral dos últimos anos. Segundo ele, frequentemente o Congresso e o TSE têm alterado a legislação eleitoral trazendo instabilidade no campo jurídico e favorecendo práticas desonestas durante as campanhas. Para ele, a legislação brasileira, no que tange às eleições é caótica e, pior, extremamente branda, com multas irrisórias. Apesar de tudo, ele se intitula um “otimista do Brasil de modo geral”. “O problema ainda é a qualidade dos políticos brasileiros, mas lentamente estamos caminhando para melhor.”
Como o senhor avalia a legislação eleitoral brasileira. O que ela tem de bom e o que precisa melhorar? Qualquer pessoa que se aprofundar no estudo da legislação eleitoral brasileira ficará perplexa, porque ela é instável, caótica, e com sanções profundamente brandas. E o pior é que ela é feita justamente por aqueles que serão sempre seus destinatários: os políticos. Eles estabelecem as regras da jogo que vão jogar aos quais eles próprios estarão sujeitos, por isso nossa atuação é sempre presa a esses critérios. E fora essa lei recente do Ficha Limpa, todas as mudanças da legislação eleitoral dos últimos anos foram para dificultar as sanções eleitorais e a apuração da corrupção eleitoral e facilitar a vida dos maus políticos.
O que mudou para pior? No fim do ano passado, uma modificação na Lei dos Partidos Políticos (aprovada em setembro pelo Congresso Nacional) reduziu absurdamente o prazo para processos relativos à arrecadação e gastos de recursos durante a campanha. Agora só se pode propor ações até dias depois da diplomação o que inviabiliza, na prática por completo, a nossa atuação, porque nessa época é impossível colher os dados necessários para propor as ações correspondentes. Outra mudança foi feita pela minirreforma eleitoral, na qual foram embutidas mudanças graves para impedir que o político que tivesse conta rejeitada pudesse participar das eleições. A prestação de contas agora é irrelevante, pois mesmo sua desaprovação não impede a quitação eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral também muda as regras do jogo, principalmente em anos de disputa. Isso também não atrapalha, não causa instabilidade no cenário jurídico e eleitoral? As mudanças abruptas pelo TSE de suas as jurisprudências também tem dificultado muito nossa atuação. E o pior é que além de alterar drasticamente suas decisões, o TSE ainda resolve aplicá-las retroativamente, derrubando centenas de representações já aceitas e jogando por terra muito trabalho. Foi o que aconteceu no caso das doações irregulares de campanha feitas pelas empresas para partidos políticos e candidatos. Antes das eleições de 2006, o TSE solicitou que as procuradorias regionais eleitorais agissem para coibir abusos nessas doações. Propusemos cerca de 5 mil representações nesse sentido, o que redundou em quase R$ 500 milhões de multas no Brasil, contra empresas que doaram acima do limite legal previsto pela lei (2% do faturamento). Depois de todo esse trabalho, o TSE, contraditoriamente, sem mais nem menos, diz que o prazo para agirmos já tinha sido superado, jogando todo um trabalho bacana por terra.
E o Congresso Nacional? Ao lado do TSE, o Congresso tem bastante culpa por essa instabilidade jurídica, pois, não faz uma reforma eleitoral e muda as regras conforme o jogo que pretende jogar. Além disso, tem havido no Congresso, de modo muito forte, embora subliminar, um movimento constante de parlamentares ressentidos com a atuação do Ministério Público, que tudo fazem para podar nossa atuação. A Lei das Inelegibilidades completa 20 anos com uma mudança profunda que é aprovação do Ficha Limpa.
Como o senhor avalia os impactos dessa proposta já validada pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições deste ano? O Ficha Limpa vai separar mesmo o joio do trigo? A lei do Ficha Limpa é um marco, não só por resultar de um projeto de iniciativa popular. Ela não teria sido aprovada se não houvesse pressão da imprensa e da sociedade, algo muito significativo para uma democracia. Mas ela também é um marco sobretudo porque, até então todas as modificações que aconteciam na lei eleitoral eram, de modo geral, para dificultar o combate à corrupção, dificultar a lisura do processo e a aplicação das sanções. Mas apesar disso, não sou tão otimista em relação ao Ficha Limpa para separar, nas eleições deste ano, o joio do trigo, como queríamos, porque a Justiça brasileira é muito lenta. Grande parte do Ficha Limpa vai depender de outras justiças que não a eleitoral e se a análise da corrupção continuar lenta pelos outros tribunais isso vai refletir no ficha limpa.
Como o senhor avalia esse momento de pré-campanha eleitoral para a disputa pela Presidência que na verdade só existe na lei, pois a campanha de fato já começou de maneira escancarada? Há quem defenda que essa proibição da propaganda extemporânea não deva existir. Isso está cada vez mais forte, pois ninguém respeita mesmo essa restrição. Apesar disso, não me parece adequado que o presidente da República, ocupante do cargo da mais alta hierarquia do Brasil, dê o mau exemplo de descumprir a legislação eleitoral, como também fazer pouco caso dela.
O presidente já foi multado quatro vezes por propaganda antecipada, mas parece que não fez nenhum efeito? Mas isso acontece por causa das falhas na lei. É uma infração calculada. Todos infringem sabendo o que fazem, pois são assessorados por bons advogados e sabem que as multas, que no direito geral tem efeito repressivo, inibitório e pedagógico, no campo eleitoral são piadas. Tem sentido você aplicar uma multa de R$ 5 mil para uma campanha presidencial que vai custar milhões? Não faz a menor diferença. Qual o sentido também de suspender no ano que vem o horário partidário de uma legenda que usou esse tempo para fazer propaganda antecipada. Ano que vem não tem eleição. É um risco calculado. Isso pode refletir em uma possível cassação futura ou em nada que venha prejudicar o mandato futuramente ou essa relação não existe? Existe, mas é muito tênue, mas no caso de um mandato presidencial jamais daria certo.
O presidente que vai ser eleito pode ser processado futuramente por abuso de poder político, mas tenho reservas se daria alguma coisa na prática ao se tratar de um cargo como esse. No campo de atuação da Procuradoria Regional Eleitoral em Minas qual é a principal preocupação? O Ministério Público, nestas eleições, terá uma atuação fundamentalmente preventiva, sem, é claro, negligenciar a tradicional atuação repressiva, que busca inibir a punição dos ilícitos praticados. Tem sido expedidas recomendações a diversos órgãos públicos e privados alertando para os pontos da lei eleitoral. Isso é importante porque em caso de descumprimento ninguém poderá alegar desconhecimento da matéria. O alerta foi feito e fica documentado. Felipe Peixoto Braga Neto, novo procurador regional eleitoral do estado.

10 junho 2010

PSDB mineiro sugere Pimenta da Veiga como vice de Serra

O PSDB-MG e o ex-governador Aécio Neves defendem o nome do ex-ministro Pimenta da Veiga para vice de José Serra se o critério for atrair para a chapa do presidenciável tucano um representante da política mineira, afirmou nesta quinta-feira o presidente estadual da legenda, deputado Narcio Rodrigues.
Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro das Comunicações, Pimenta presidiu nacionalmente o PSDB em meados dos anos 1990. Afastado da política desde o fim do governo Fernando Henrique Cardoso, o ex-ministro voltou recentemente a circular entre os caciques tucanos.
"O nome do Pimenta é um nome que é a cara do Aécio, é a cara do PSDB e tem uma proximidade muito grande com o DEM em nível nacional", disse Narcio, destacando a boa relação do ex-ministro com o presidente de honra do partido aliado, Jorge Bornhausen.
Para emplacar uma chapa puro-sangue, o PSDB precisa acomodar as resistências de líderes do DEM, que publicamente admitiam essa possibilidade apenas em favor de Aécio.
O ex-governador se reuniu nessa quarta, em Belo Horizonte, com o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE) para discutir a estratégia da campanha presidencial no Estado. A próxima visita de Serra a Minas Gerais está prevista para o dia 21, em Uberaba, onde participará de um encontro com representantes do agronegócio."
Papel decisivo
"O presidente do PSDB-MG, porém, acredita que o ex-governador mineiro terá um "papel decisivo" no processo de escolha. Caso a opção seja por um nome do Nordeste, a aposta é no próprio Guerra. "Se o critério for o de Minas, o nome do Pimenta pode prosperar. Se for do Nordeste, seria o nome do Sérgio Guerra."
Mesmo ressaltando sempre que a decisão cabe ao pré-candidato, Aécio já sugeriu para o posto o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Itamar - que já se lançou como candidato ao Senado - refutou a hipótese. Fonte: Agência Estado.

07 junho 2010

Em busca dos votos mineiros

Força do ex-governador Aécio Neves será fundamental para a campanha de José Serra no estado. Hoje, tucanos têm encontro com prefeitos do Norte de Minas, em Montes Claros
Por Luiz Ribeiro, para o Jornal Estado de Minas
O pré-candidato à Presidência da República José Serra (PSDB), acompanhado do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, retorna a Minas hoje. Visitará Montes Claros, onde terá encontro com lideranças regionais. A expectativa é que a presença de Aécio – que fará sua primeira aparição pública ao lado do ex-governador paulista desde que retornou de viagem ao exterior – sirva de impulso para o engajamento dos prefeitos tanto na campanha de Serra quanto no trabalho para a reeleição de Anastasia. Apesar da ameaça real da “Dilmasia” (apoio casado à reeleição do governador e à pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff), o presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams),Valmir Morais (PTB), ressaltou que Aécio poderá mudar a situação: “Basta o Aécio pedir que o Norte de Minas possa abraçar também a candidatura do PSDB à Presidência da República”.
Valmir Morais informou que cerca de 50 a 60 prefeitos deverão participar do encontro com o pré-candidato tucano, marcado para as 15h, no Automóvel Clube de Montes Claros. Segundo Morais, a maioria dos prefeitos norte-mineiros já declarou adesão à campanha para a reeleição de Anastasia e apoio à candidatura de Aécio ao Senado.
A tendência atual é de que os prefeitos norte-mineiros apoiem Anastasia para governador e Dilma Rousseff para presidente da República. A afirmação é do prefeito de Salinas, José Prates (PTB), um dos cabeças da "Dilmasia". Seria algo semelhante ao "Lulécio", liderado pelo próprio José Prates em 2006, quando uma frente de prefeitos apoiou as reeleições de Aécio Neves para o governo de Minas e de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. A diferença desta vez é que os prefeitos também deverão votar em Aécio para o Senado.
José Prates disse que sabe que um número expressivo de prefeitos, "incluindo filiados ao PSDB e ao PT", vão apoiar Dilma para a Presidência e Antonio Anastasia para o governo estadual. "Não posso falar os nomes porque não sou porta-voz deles", argumentou. Segundo o prefeito de Salinas, o movimento do voto casado em Dilma e Anastasia vai se ampliar depois do prazo final para convenções, 4 de julho, quando as candidaturas forem oficializadas. "Acho que a "Dilmasia" vai ser mais forte do que o "Lulécio". Em 2006, o voto conjunto em Lula e Aécio aconteceu mais por acompanhamento a um sentimento do povo. A "Dilmasia" também é um fruto de um sentimento, porém, mais racional e mais consciente", assegurou.
O prefeito de Itinga (Vale do Jequitinhonha), Charles Ferraz (PT) é um outro chefe do Executivo municipal que deverá abraçar a "Dilmasia". Ele defendeu publicamente o voto casado em Dilma e no governador tucano durante evento na Cidade Administrativa, no mês passado. Por isso, já foi notificado pela Secretaria de Assuntos Institucionais do diretório do PT mineiro a dar explicações. Ferraz não foi localizado pela reportagem. Mas recebeu a solidariedade do seu colega de Salinas, que, em 2006, acabou sendo expulso do PT por liderar o Lulécio. "Acho um absurdo qualquer tipo de censura ao prefeito de Itinga. O voto é livre. É uma liberdade de expressão. Nada pode proibir isso."
REIVINDICAÇÕES
José Serra fará hoje a sua quinta viagem ao estado desde que se descompatibilizou do governo de São Paulo para concorrer à Presidência – nos últimos meses, esteve duas vezes em Belo Horizonte e visitou Uberlândia e Uberaba. Será também a primeira viagem do pré-candidato tucano a Montes Claros, polo do Norte de Minas e importante centro universitário. Em 2002, quando também disputou a Presidência da República, Serra fez poucas visitas a Minas Gerais e não chegou a ir ao Norte do estado, apesar de a região ter cerca de 2 milhões de votos.
Hoje, Serra vai receber um documento com as principais reivindicações da região ao governo federal. "O plano de desenvolvimento do Norte de Minas" foi elaborado em encontro de lideranças políticas e empresariais, organizado pela Amams. De acordo com Valmir Morais, entre as principais demandas da região estão: a implantação de um porto seco, a criação de uma universidade federal e investimentos na melhoria da estrutura de atendimento à saúde, além de infraestrutura para a exploração de gás natural e de minério de ferro, riquezas descobertas há pouco no Norte do estado.
Os prefeitos querem ainda que o candidato a presidente assuma o compromisso de que, se eleito, vai criar um repasse mínimo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cujas receitas, reclamam, vêm caindo, asfixiando as pequenas prefeituras. O mesmo documento será entregue a Dilma Rousseff e outros candidatos à Presidência da República.
Queda-de-braço por candidato
PT e PMDB não chegam a acordo sobre candidatura única da base do presidente Lula em Minas e prometem continuar conversas, mas petistas pretendem apresentar hoje nome do ex-prefeito
Por Maria Clara Prates e Alice Maciel, para o Jornal Estado de Minas.
Terminou sem acordo o encontro do PT e PMDB, realizado ontem à tarde, no qual se pretendia definir entre o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel o cabeça da chapa para disputar o governo de Minas. O presidente do PT estadual, deputado federal Reginaldo Lopes, e o presidente do PMDB, deputado federal Antônio Andrade, deixaram a reunião abraçados depois de mais de três horas de conversas tensas, sem o nome e com apenas a certeza de que o tão sonhado palanque único para a pré-candidata à presidência Dilma Rousseff (PT), será realidade, sem precisar da intervenção das executivas nacionais dos dois partidos.
Reginaldo Lopes e Antônio Andrade garantiram que vão voltar a discutir com as cúpulas dos partidos para a definição do candidato, já que o prazo final para a formação da chapa termina apenas dia 30. “Temos dois nomes fortes, dois excelentes candidatos capazes de derrotar o candidato tucano Antonio Anastasia, por isso, precisamos conversar”, diz o petista. Como se tivesse ensaiado, Andrade bateu na mesma tecla e fez questão apenas de frisar que tanto a pesquisa eleitoral encomendada por seu partido como a do PT, apontam que Hélio Costa tem a preferência dos eleitores hoje. Ele lamentou, no entanto, a falta de definição e admitiu continuar conversando com os petistas.
O PT, entretanto, pegou de surpresa os peemedebistas que consideravam a partida ganha com Hélio Costa, para a disputa do governo mineiro. Em reunião pela manhã, petistas e representantes do PR, PcdoB e PRB, aproveitaram a ausência do PMDB, para anunciar nova chapa, esta encabeçada por Fernando Pimentel, tendo como vice Clésio Andrade, presidente do PR de Minas, e Hélio Costa como candidato único para o Senado.
Segundo Lopes, o palanque único é uma armadilha para o PT mineiro. “A militância do partido não vai aceitar em hipótese alguma. Nós compreendemos a aliança nacional, queremos a aliança com o PMDB. No entanto, nós não estamos aqui escolhendo pela base do Lula um candidato pela coligação partidária. Nós estamos escolhendo o melhor candidato para conseguir apoio para Dilma no estado”, enfatizou. De acordo com Reginaldo Lopes, Hélio Costa está preparado para ocupar qualquer cargo na república, e será importante na sustentação da presidenciável petista no Senado.
O parlamentar disse ainda não temer a possibilidade de uma intervenção da direção nacional no PT em Minas. “Estamos fazendo debate político. Nenhuma candidatura nasce sob intervenção. Cada dia com sua agonia. Hoje estamos dando um passo para ter uma ótima campanha no estado”, completou. Antes da reunião à tarde, Antônio Andrade ironizou dizendo que não compareceu à reunião porque não foi convidado e que as pesquisas deixavam claro que Hélio Costa era o melhor candidato. “Deram o Senado ao Hélio Costa? Boa Proposta”, disse Andrade. Ontem, após reunião, o Reginaldo Lopes reafirmou que o nome de Pimentel ao governo será lançado oficialmente pela Executiva Estadual, às 18h de hoje
Conversa
Se o acordo ainda não foi anunciado, as costuras em Brasília já começaram para que isso ocorra antes das convenções nacionais do PMDB e PT, marcadas para sábado e domingo. Antes mesmo do fim da reunião, Reginaldo Lopes já tinha sido convocado pelo presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, para uma conversa em Brasília, hoje, quando ele se encontra também com o presidente do PMDB, Michel Temer. Para justificar a insistência em manter o nome de Pimentel para encabeçar a chapa, Lopes alega que a militância petista está animada com o crescimento da candidatura do ex-prefeito, que estaria praticamente em empate técnico com Costa, de acordo com as pesquisas. “Ele tem ainda menor rejeição o que é mais uma vantagem”, diz.

27 maio 2010

O PAU QUE DÁ EM XICO É O MESMO QUE EM FRANCISCO

Olha aí, Dilma e Serra!

Rafael Galdo, de O Globo:
"A plenária do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) cassou na tarde desta quinta-feira, por quatro votos a três, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), e tornou inelegíveis por três anos, a contar de 2008, a própria Rosinha, o marido dela, o pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, dois radialistas e o diretor da rádio "O Diário", de Campos.
Eles eram acusados num processo sobre uso indevido de meios de comunicação durante a campanha de 2008 de Rosinha para a prefeitura da cidade, no Norte Fluminense.
A medida impediria a candidatura de Garotinho ao governo do Rio, mas pode ser alvo de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "

26 maio 2010

DEMAGOGIA OU CLIENTELISMO ! ?

Pré-candidato do PMDB ao governo, Hélio Costa estreou no microblog nesta quarta e já na primeira mensagem mirou o eleitor aposentado. “Presidente Lula pode aprovar 7.7% dos aposentados. Previdência teve lucro de 600 milhões em abril e continuará superavitária mesmo pagando indice”, afirmou.

25 maio 2010

Deu na Folha de São Paulo
Por Sérgio Torres:
A candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência caminha para ter problemas já no registro e, se eleita, na sua diplomação.
A afirmação é da procuradora da República e vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que avalia que esses problemas podem surgir se casos de desrespeito à legislação eleitoral continuarem na pré-campanha.
Cureau diz haver "uma quantidade imensa de coisas" na pré-campanha de Dilma que podem ser interpretadas como abusos de poder econômico e político.
O Ministério Público Eleitoral está reunindo informações sobre os eventos dos quais a ex-ministra tem participado para pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a abertura de uma Aije (Ação de Investigação Judicial-Eleitoral) por abuso de poder econômico e político.
Em tese, a Aije poderá resultar na negação do registro ou no cancelamento da diplomação pela Justiça Eleitoral, como já falou, há dez dias, o ministro Marco Aurélio Mello, do TSE.
Assinante do jornal leia mais em Abusos ameaçam eleição de Dilma, diz procuradora

24 maio 2010

"Nem escândalos influem na renovação do Congresso

Para especialistas, sucessivos casos de corrupção ocorridos recentemente não vão alterar a taxa de novos eleitos na Câmara e no Senado, que deverá permanecer na média dos últimos pleitos.
Quem apostar que os escândalos, responsáveis por crises profundas e turbulências na rotina da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, promoverão em outubro uma taxa de renovação inédita nas duas Casas perderá. A opinião é de cientistas políticos e de especialistas, que apontam como um dos fatores que tendem a levar o parlamentar ao sucesso da reeleição a estrutura disponível ao cargo, o que lhe permite ganhar visibilidade e manter a conexão com suas bases eleitorais.
Não que os eleitores estejam alheios ao noticiário negativo. Mas o impacto dos escândalos tenderá a ser pontual, junto àqueles parlamentares que estiveram mais expostos ao bombardeio, sem, contudo, afetar substancialmente os índices gerais médios de reeleição verificados nas duas últimas décadas. Na Câmara dos Deputados, a renovação média verificada na eleição de 2006 foi de 47%. Nas assembleias, de 44%. No Senado, em 2002, chegou a 74% das 54 cadeiras em disputa. Dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indicam que de 1990 para cá os índices gerais de renovação da Câmara dos Deputados caíram de 62% para 54%, em 1994; para 43%, 46% e 47%, respectivamente, nas eleições de 1998, 2002 e 2006. Nas assembleias legislativas de todo o país, a taxa de renovação média caiu de 52,58% em 2002 para 44,17% em 2006, segundo informações fornecidas pela União Nacional dos Legislativos (Unale). Com pequenas variações em torno da taxa média de renovação, a Assembleia de Minas Gerais teve, em 2006, o ingresso de 40,26% de novos parlamentares; a Assembleia de São Paulo, 46,81% e a Assembleia do Rio de Janeiro, 48,57%.
Escândalos não faltaram nesta legislatura. Foram mais de 100. Entre os de maior destaque, as verbas indenizatórias secretas na Câmara e no Senado, o caso do deputado federal Edmar Moreira (PR-MG), dono de um castelo, a mansão não declarada do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia, a farra aérea com as cotas de passagens destinadas aos parlamentares, além dos recordes de horas extras dos servidores das duas Casas. “Em 2006, muito se debateu essa questão em decorrência do escândalo do Mensalão. Apesar dele, a taxa de renovação na Câmara dos Deputados apresentou pequena oscilação em relação a 2002. O escândalo não impactou a média da Casa, mas se observarmos o desempenho individual, vários dos envolvidos foram punidos nas urnas”, afirma a cientista política e professora de Ciência Política e Estado Moderno do curso de Direito da Faculdade Ibmec/RJ Simone Cuber Araujo Pinto.
Vantagens Para o diretor do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, os deputados que concorrem à reeleição têm muitas vantagens em relação aos candidatos que não estão no exercício do cargo. Além do nome e número já conhecidos e de uma relação de serviços prestados a uma base eleitoral em geral geograficamente limitada, eles têm a seu favor cabos eleitorais fidelizados – muitos dos quais contratados nos gabinetes –, e a estrutura fornecida pelos legislativos para o exercício do mandato, na qual se inclui a chamada verba indenizatória de R$ 15 mil, para a instalação de escritório e contratação de pessoal para atuar nas bases.
Queiroz ainda chama a atenção para o fato de que as taxas de renovação média seriam mais baixas caso não fossem considerados os parlamentares que retornaram ao cargo, depois de uma pausa para exercerem mandatos executivos. Segundo o diretor do Diap, as vagas não preenchidas por reeleitos são, em sua maioria, ocupadas por ex-parlamentares que voltam, como ex-prefeitos, ex-governadores, ex-ministros, ex-deputados estaduais e ex-vereadores. A renovação real, é, portanto, mais baixa do que indicam as médias de novos parlamentares que ingressam nas casas legislativas do país. " Fonte: Jornal Estado de Minas.

10 maio 2010

Eleições 2010. Salto alto com estrangeiros

Em entrevista ao jornal espanhol El País, presidente Lula esbanja otimismo e considera como ganha a eleição de outubro. Oposição critica declaração do petista e aliados minimizam fala
Por Igor Silveira, para o Jornal Estado de Minas.
"Brasília – Usando uma metáfora futebolística, tão comum nos discursos de Luíz Inácio Lula da Silva, o presidente da República parece um daqueles jogadores que entram na reta final de um campeonato desfilando de salto alto. Comportamento perigoso, responsável por algumas das grandes decepções do esporte bretão. Em entrevista ao jornal espanhol El País, publicada ontem, Lula se gabou de ter feito um governo com muitas alegrias para a população e disse que “nunca antes na história desse país, aconteceram coisas tão importantes” como na gestão do petista. A declaração mais polêmica, no entanto, foi dada quando questionado sobre a corrida presidencial: “Deixe-me dizer que não vejo a possibilidade de perdermos as eleições”.
Na entrevista realizada em Brasília, por Juan Luis Cebrián, o presidente Lula também destacou o bom momento econômico do Brasil. O líder brasileiro disse que o país, se mantiver a firmeza nas políticas fiscais e monetárias, além de investimentos e controle da inflação, tende a ser, em um curto espaço de tempo, uma potência respeitada em todo o mundo. “Podemos ser a quinta economia mundial, em 2016, se seguirmos crescendo entre 4,5% e 5,5%”, explicou o presidente.
Se, de fato, Lula pretende tentar uma vaga na Organização das Nações Unidas (ONU) depois de deixar a presidência, como especulam analistas políticos de todo o mundo, a entrevista também serviu para mostrar alguns posicionamentos do chefe de Estado sobre a entidade. O presidente criticou a ausência do Brasil, da Índia ou de qualquer país africano no Conselho de Segurança do órgão. “Se a ONU continuar com pouca representatividade, nunca vai servir adequadamente à governança global.”
OPOSIÇÃO IRRITADA
O líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), ficou claramente irritado com a entrevista de Lula ao El País. O membro da oposição chamou as afirmações do presidente brasileiro de arrogantes e precipitadas. “Ele é muito óbvio quando diz que a população não quer retrocesso. Ninguém quer. Agora, afirmar que o Partido dos Trabalhadores vai ganhar a eleição presidencial, quase seis meses antes do pleito, é extremamente arrogante”, destacou Agripino. “Esse tipo de declaração é um desrespeito com os eleitores porque o presidente está querendo decidir pelo povo”, completou.
José Agripino falou, ainda, que Lula é injusto ao não reconhecer os feitos alcançados no governo FHC. Do outro lado, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), colocou panos quentes sobre a discussão. De acordo com o petista, o presidente da República sabe que as eleições não estão decididas e que essa é só uma maneira de Lula se preparar para entrar pesado na campanha da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
Vaccarezza, porém, não perdeu a oportunidade de alfinetar a oposição. “Trata-se apenas da opinião do presidente. Mas se pararmos e prestarmos atenção, já tem candidato definindo equipes ministeriais”, provocou, referindo-se ao tucano José Serra, que, semana passada, em Minas Gerais, revelou que gostaria de contar com o Partido dos Trabalhadores e com o Partido Verde em sua gestão presidencial. "

06 maio 2010

'FORREST LULA"

Finalmente, alguém abordou o Tema, com uma "Simplicidade Franciscana", e foi direto ao ponto... esse Professor é genial!!!
O melhor de tudo é que o Autor é Docente da Universidade de São Paulo onde, via de regra, a grande maioria de seus alunos e funcionários é de "Esquerda", festiva, burra e eleitora do Lula.
Leiam, atentamente, a ANÁLISE INTELIGENTE do Professor Wagner Valenti (Professor da USP, Departamento de Biologia Aplicada), que fez um ótimo resumo do Governo Lula.
Todos conhecem o filme "Forrest Gump", que narra a história de um imbecil que sobe na Vida auxiliado por circunstâncias a ele, absurdamente, favoráveis. Nós brasileiros temos aqui o nosso "Forrest Lula", pelas razões que apresento abaixo:
1-) Lula pensa que chegou à Presidência do Brasil pela sua competência; mas, conseguiu tal proeza por uma junção entre sua "persistência malufiana" e o "mudancismo" do eleitor, que SÓ pelo desejo de Mudar, nem se sabe o quê, vota alternadamente em candidatos como Maluf, Collor e depois em Lula & Companhia.
2-) Lula pensa que é respeitado no Exterior; mas, não passa de uma "Curiosidade Zoológica", como o mico-leão dourado. A "esquerda" romântica de lá acha lindo um operário do Terceiro Mundo ter virado Presidente.... se ele é competente ou não, o terceiro mundo que se dane.. Mais ridículo do que ele próprio, é o fato dele acreditar que é "O CARA" (para Nós "DE PAU").
3-) Lula pensa que somos idiotas ao dizer que fez Novos Programas Sociais como o Bolsa-Família, que é o EX-Bolsa Escola (retificado para PIOR, pois antes era direcionado à EDUCAÇÃO das Crianças Pobres Brasileiras e hoje incentiva o aumento da natalidade, com consequente Crescimento da Pobreza Nacional), já existente durante o Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. De concreto, o que ele fez MESMO, foi proteger os "terroristas sem-terra" (do MST) e transformar o Bolsa-Escola em Bolsa-Esmola.
4-) Lula pensa que faz sucesso com a Imprensa; mas, na verdade contou apenas com uma Imprensa domesticada e cordial, pelo menos até os recentes escândalos.
5-) Lula pensa que não existe ninguém que possa questioná-lo, tanto em Ética, quanto em Política; mas, isso só acontece porque ele nunca se expôs a entrevistas coletivas sérias, com jornalistas especializados, onde teria que dar uma satisfação objetiva de seu desempenho como Presidente do Brasil.
6-) Lula pensa que é "imune" a essa Crise Econômica Mundial, porque seu percentual de aprovação ainda é alto; mas, vamos lembrar que a maioria dos Brasileiros, infelizmente, não tem EDUCAÇÃO, nem CULTURA. Aqueles que ainda confiam nele são tão ignorantes quanto ele; por isso, não sabem o que, realmente, acontece e são facilmente enganados e manipulados.
7-) Lula pensa que é o responsável pelo sucesso da Política Econômica Brasileira; mas, isso se deve única e exclusivamente à manutenção da Diretriz Econômica Programada durante o Governo do Presidente Fernando Henrique, que nomeou Henrique Meirelles como Presidente do Banco Central do Brasil e que, Graças a DEUS, está lá até hoje.
8-) Lula pensa que foi responsável pelo aumento das exportações brasileiras; mas, isso somente aconteceu como consequência de uma série de Fatores Anteriores ao seu governo, MAIS as circunstâncias favoráveis do Cenário Internacional.
9-) Lula pensa que não sofre o "Impeachment", porque está acima de TUDO o que acontece no Cenário Político Nacional, embora Collor tenha sido defenestrado por muito menos. Na Verdade, ele somente fica na Presidência do Brasil porque não interessa a ninguém transformá-lo em Mártir, dando-lhe a chance de retornar à Política como Herói, futuramente.
Wagner Valenti (Professor do Departamento de Biologia Aplicada da USP) é um Ótimo Professor de Biologia, pois mostrou que entende BEM de Moluscos, Vermes e Parasitas. Existe um determininismo biológico, que JAMAIS devemos esquecer.... "A Natureza quando agredida não se defende; porém, ela sempre se vinga"
Repassar esta mensagem é uma Obrigação PATRIÓTICA, pois a podridão que atualmente impera em nossa política está arruinando o Nosso Querido BRASIL e isto é o mínimo que NÓS, Patriotas HONESTOS, podemos fazer.

30 abril 2010

30/04/2010 – 12:53 7 comentários

MENTIRA



“O salário mínimo, graças a um aumento real de 74% ao longo do governo, é o mais alto dos últimos 40 anos.”(Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cadeia nacional de televisão, 29/04/10.)

A VERDADE


Lula exagerou 26,6 pontos percentuais em seu pronunciamento pelo Dia do Trabalhador. O aumento real do salário mínimo no governo do PT, descontada a inflação, foi de 49,5%. Apenas dois pontos percentuais acima do aumento de 47,4% do governo do PSDB, que foi quem de fato começou a recuperação e valorização do salário mínimo, apesar da conjuntura internacional adversa, com a economia crescendo menos naquele período.
Fonte: Gente que Mente.

28 abril 2010

NOSSO GUIA SEM CHÃO E FUTURO INCERTO

De Elio Gaspari:
Nosso Guia precisa pisar no freio de seu desembaraço internacional. Quem viu algumas das expressões de perplexidade no plenário da reunião com chefes de Estado caribenhos, em Brasília, quando anunciou que "depois da presidência, vou continuar fazendo política", teve uma ideia do efeito que a ligeireza verbal do Grande Mestre provoca em reuniões internacionais.
Noves fora a platitude, o que desconcertou parte da audiência foi a utilização de uma reunião desse tipo para um improviso de palanque municipal.
Na política internacional sempre há lugar para personagens improváveis. Alguns, como o Mahatma Gandhi (um "faquir seminu", segundo Winston Churchill) ou Nelson Mandela, um prisioneiro sem rosto nem voz durante 27 anos, tornam-se figuras da História.
Outros, como o jovem capitão Muamar Kadafi, que destronou o rei senil da Líbia em 1969 e, quase septuagenário, ficou parecido com Cauby Peixoto, nas palavras de Lula.
A distância do improvável ao pitoresco é pequena e quase sempre benigna. Do pitoresco ao ridículo é imperceptível, porém maligna.
O operário pobre que chega à presidência de um país de 190 milhões de habitantes é uma história de sucesso em qualquer lugar do mundo.
Não se pode dizer o mesmo do monoglota que tem o seu nome oferecido para a secretaria-geral da ONU, ou do latino-americano que sai pelo Oriente Médio oferecendo uma mediação desconexa, "risivelmente ingênua", na opinião pouco protocolar atribuída à secretária de Estado Hillary Clinton.
No auge da crise financeira de 2008, Lula sugeriu que partisse da ONU "a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças", com uma reunião dos presidentes dos Bancos Centrais e ministros da Fazenda dos 192 países-membros da organização. Do presidente do Federal Reserve Bank americano ao ministro das Finanças do reino de Tonga, Otenifi Matoto.
Pode-se entender que o Brasil tenha negócios com a Venezuela e que Nosso Guia e seu comissariado tenham afeto nostálgico por Fidel Castro.
Daí a abrir uma embaixada no campo de concentração do "Querido Líder" norte-coreano ou a receber em Brasília o cleptocrata uzbequi Islam Karimov, cuja polícia ferveu dissidentes, vai grande distância.
Toda política externa tem algo de teatral, mas o embaixador Marcos Azambuja ensina, há décadas, que "os diplomatas são produtores de blablablá, mas não são consumidores".
A maior negociação diplomática ocorrida nos quase oito anos de diplomacia-companheira foi a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio.
O chanceler Celso Amorim trabalhou pelo seu êxito, deu um drible de última hora na Índia e na China, caiu numa armadilha da delegação americana e amargou um fracasso.
Quando uma diplomacia acredita no próprio teatro, deixa de ser associada a uma política externa e é vista como uma companhia de espetáculos. Sobretudo quando essa diplomacia gira em torno de um personagem-ator.
Ainda falta algum chão para que Nosso Guia ganhe um retrato na galeria dos governantes pitorescos, como Silvio Berlusconi ou Boris Yeltsin de seus últimos anos, mas o caminho em que entrou pode levá-lo até lá.

07 abril 2010

NÃO REELEJA. LIMPE OS LEGISLADORES DE CAUSA PROPRIA.

De Márcio Falcão, da Folha Online:
Entidades do movimento de combate à corrupção criticaram nesta quarta-feira a decisão dos líderes partidários da Câmara dos Deputados de adiar para maio a votação, em plenário, do projeto que estabelece a ficha limpa para os candidatos às eleições.
Para os representantes, a resistência ao texto mostra que os parlamentares agem em interesse próprio sem levar em consideração a vontade popular.
Para o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, a mudança de postura dos líderes que sinalizaram colocar o texto em votação na noite de hoje, mas decidiram alterar a proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e motivado pelo corporativismo.
"Hoje a Câmara frustrou mais de 1,5 milhão de brasileiros e mostrou que os interesses pessoais se sobrepõe ao interesse da sociedade. A Câmara perdeu a oportunidade e prestou desserviço a si própria. O projeto resgataria a boa imagem dos políticos do pais e daria uma lufada de esperança aos brasileiros", disse.
Na avaliação do secretário-geral da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara, os deputados precisam entender que o projeto não é contrário aos políticos. "Esse é um projeto a favor da sociedade e não contra o parlamento", disse.
Leia mais em OAB e CNBB dizem que deputados agem em causa própria ao adiar projeto da ficha limpa

25 março 2010

VOTO DE MINEIRO É IGUAL MINERAÇÃO SÓ DEPOIS DA ESCAVAÇÃO E APURAÇÃO


Deu em O Globo: Mineiridades


De Merval Pereira:



"O comportamento do eleitorado mineiro na eleição presidencial, o segundo colégio eleitoral do país, ainda é um mistério que, decifrado, poderá definir o resultado final.
A presença do governador Aécio Neves na chapa oficial, embora pareça uma possibilidade cada vez mais distante, seria a chave para decifrar esse mistério, uma conclamação clara de seu maior líder político a uma adesão nas urnas à candidatura do tucano José Serra.
Mas há outras maneiras de o governador Aécio enviar sua mensagem aos mineiros, ajudando a dissipar um sentimento de frustração que parece dominante no estado depois que a sua candidatura não teve condições políticas de se viabilizar dentro do PSDB, na visão predominante em Minas devido ao controle da seção paulista do partido.
Na terça-feira, em uma sessão em homenagem a seu avô, Tancredo Neves, na Academia Brasileira de Letras, houve vários momentos, uns explícitos e outros nem tanto, em que a situação política atual foi abordada.
O presidente da Academia, Marcos Vilaça, ele próprio um especialista, depois de dizer que o governador Aécio passou de aluno a professor na arte da política, lembrou um dos momentos que bem definem a sagacidade conciliatória de Tancredo.
Depois de muito debate em cima de um texto importante que seria divulgado dentro das negociações para a eleição indireta que o levaria a ser eleito presidente da República, Tancredo recusou-se a fazer uma alteração final, reivindicada pelo futuro ministro da Justiça, Fernando Lyra.
Bastou, no entanto, que Lyra esclarecesse que queria apenas suprimir um parágrafo, e não acrescentar nada, para que Tancredo aceitasse: "Retirar pode".

...A chapa Dilmasia (voto em Dilma para presidente e em Anastasia para governador) seria reflexo desse sentimento. Caberá ao governador Aécio Neves dar o sinal para superar essa situação. Ou não. "

Leia a íntegra do artigo em Mineiridades

09 março 2010

MP QUEBRA SIGILO DE TESOUREIRO DO PT

Deu no Jornal O Estado de São Paulo : R$ 100 milhões desviados de cooperativa ligada ao PT
Promotor José Carlos Blat diz não ter dúvida de que uma fatia desse montante foi destinada a campanhas eleitorais do partido
Por Fausto Macedo e Clarissa Oliveira:

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. "A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões", disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.
Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT - ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.
Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga. O promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop.
"Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma", diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. "Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop."
Leia mais em: Promotor calcula em R$ 100 milhões desvio em cooperativa ligada ao PT

05 março 2010

"Nossa consciência e responsabilidade"


Recados aos impositores da inconsequente hegemonia Paulista


Passados os discursos de Sarney e de Temer, com ênfase à democracia, Aécio tomou conta da tribuna. Foi seguido por Serra, que fez um discurso de candidato. Aécio, num discurso mais emotivo e recheado de recados, deixou claro que não deseja o confronto com ninguém. Lembrou que seu avô sempre repetia, “brigam as idéias e não os homens!” E prosseguiu: Acredito que tem nos faltado o despreendimento e a generosidade que nos aglutinaram no passado, para que então carregássemos juntos – e lado a lado – a bandeira da redemocratização. Tem nos faltado a grandeza de líderes capazes de recuperar o sentido mais amplo da conciliação, para que nos permitíssemos convergir, todos, em torno das grandes causas nacionais. Falta-nos enxergar e compreender que o país é muito maior que o limite estreito que tantas vezes nos impõem as circunstâncias”, afirmou, num recado direto às divisões atuais, internas e externas ao PSDB. Quando à dúvida que hoje aflije muitos tucanos e às pressões sobre ele e o governador paulista, Aécio considera que essas decisões serão solitárias: “No exercício do poder nunca estamos sozinhos. Mas somos sempre sós. As grandes decisões são sempre solitárias. Indelegáveis. Podemos e devemos compartilhar opiniões, estar abertos às críticas e aos conselhos, dividir tarefas, somar esforços, mas a escolha do caminho a seguir é sempre solitária. Por isso, precisamos fortalecer diariamente as nossas convicções. Precisamos resistir às pressões que nos afastam daquilo que acreditamos. Precisamos acostumar os olhos à luz e à sombra da política, para enxergarmos com clareza os interesses menores que se travestem de interesse coletivo. Não podemos temer a incompreensão, quando agimos de acordo com a nossa consciência e responsabilidade”, disse ele, olhando para Serra. Estava dado o recado: Ele quer que Serra decida por si o caminho que seguirá e compreenda que o mineiro considera mais importante para o projeto permanecer em Minas, se José Serra for o nome escolhido. Os tucanos continuam divididos e em busca da sonhada unidade dos projetos pessoais. Assinantes do Jornal Estado de Minas, leiam mais aqui.

02 março 2010

Caras Pintadas e Caras de Paus unidos


Em entrevista, hoje de manhã, a um programa de rádio muito popular em Maceió, Joaquim Britto, presidente Estadual do PT, anunciou, sem esconder o orgulho:
- O Senador Fernando Collor (PTB-AL) estará, sim, no palanque da candidata Dilma Rousseff à presidência da República. Seria um incoerência tê-lo como parceiro no plano nacional e alijá-lo no plano local.
Britto está coberto de razão.

26 fevereiro 2010

FRITANDO PIMENTEL DO PT DE BEAGA



A edição de Istoé que já está nas bancas traz uma reportagem exclusiva sobre o relatório final do processo que investiga o mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal
IstoÉ teve acesso ao processo judicial com 69 mil páginas contendo laudos sigilosos da Polícia Federal, relatórios reservados do conselho de controle de atividades financeiras, pareceres da Receita Federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de justiça em vários estados.
A investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do Partido dos Trabalhadores para comprar votos da base aliada no Congresso Federal. Novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos.
O nome de Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e poss[ivel coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, aparece pela primeira vez no caso desde o início das investigações, em 2005.
Pimentel é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o exterior, depois usados para pagamentos de dívidas com o publicitário Duda Mendonça.
A origem desses recursos, de acordo com denúncia do Ministério Público Mineiro, está em um contrato superfaturado da prefeitura de Belo Horizonte, feito durante a gestão de Pimentel.
Outro fato novo levantado durante as investigações é o envio de uma mala com R$ 1 milhão à Executiva Regional do PT do Rio Grande do Sul.
O dinheiro foi usado pelos dirigentes estaduais do PT para pagar dívidas históricas acumuladas durante a realização do Fórum Social Mundial, criado por movimentos de esquerda e organizado pelo PT de Porto Alegre.
Os documentos ainda reúnem vários depoimentos de políticos e empresários que comprovam o pagamento de propina a deputados da base aliada do PT. Partidos como o PTB de Roberto Jefferson, ex-deputado responsável pelas primeiras denúncias do mensalão, o PL e o PP são citados nos laudos.
Entre os ouvidos pela Justiça, ainda estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o vice-presidente José Alencar e os ex-ministros Márcio Thomaz Bastos, Aldo Rebelo e Walfrido dos Mares Guia, que confirmam a versão de que Roberto Jefferson alertou o presidente Lula sobre a existência do Mensalão.
Você lê a reportagem completa na IstoÉ é que está nas bancas.

23 fevereiro 2010

RAPOSA DE VOLTA AO GALINHEIRO



"Nova" Telebrás beneficia cliente de José Dirceu. Leia no Blog do Zé Dirceu.
O ex-ministro e deputado cassado José Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo, informa a reportagem de Marcio Aith e Julio Wiziack publicada nesta terça-feira pela Folha.
O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 pelo empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Em 2005, Santos havia comprado participação de 49% na empresa Eletronet pelo valor simbólico de R$ 1.
Praticamente falida, a Eletronet era dona de 16.000 km de cabos de fibra óptica ligando 18 Estados, o que não cobria suas dívidas, estimadas em R$ 800 milhões.
Após Santos contratar Dirceu, o governo decidiu usar as fibras ópticas da Eletronet para reativar a Telebrás e arcar sozinho com a caução judicial necessária para resgatar a rede, hoje em poder dos credores. Estima-se que o negócio renda ao empresário R$ 200 milhões.
Segundo Santos, o dinheiro pago a Dirceu não se destinou a lobby. O ex-ministro não quis comentar." Fonte: Blog do Noblat. Leia mais em : http://www.zedirceu.com.br//index.php?option=com_content&task=view&id=8448&Itemid=2

21 fevereiro 2010

Não podemos dar continuidade a governo de ladrões

Deu no blog do Josias, que ecoa também as palavras de Lula em 1996: "Temos que criar vergonha na cara e eleger pessoas dignas. Quem colocou os ladrões lá? Não foi obra de Deus, foi o voto do povo. Ou o povo assume a responsabilidade de mudar este país ou vai ter mais ladrões”.

E Lula, "Cruzava a região Sul, numa das incursões de sua Caravana da Cidadania. Dava aulas de civismo político. Dizia coisas assim:

1. "Temos que criar vergonha na cara e eleger pessoas dignas. Com uma parte do Congresso sob suspeita da população, ele tem pouca legitimidade".

2. "Quem colocou os ladrões lá? Não foi obra de Deus, foi o voto do povo. Ou o povo assume a responsabilidade de mudar este país ou vai ter mais ladrões no Congresso".

O Lula-1996 tinha algo em comum com o Lula-2010. Adorava fustigar o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Ouça-se o que dizia: "Sempre desconfiei de que havia um grupo que fazia do Congresso um balcão de negócios...”

“...[...] O Fernando Henrique foi eleito com embalagem de novo, mas não inovou nem na fisiologia...”

“...[...] O Congresso está funcionando como uma bolsa de valores fomentada pelo Executivo. Precisamos investigar essa corrupção". Fecha parêntese.

Experimente reler o raciocínio acima. Troque o nome de Fernando Henrique pelo de Lula. Percebeu?

Decorridos 16 anos, o país está submetido, sob Lula, ao mesmo flagelo que azeitou a corrupção na era FHC.

Culpa dos eleitos? Claro que sim. Mas só um tolo poderia isentar o eleitor de suas próprias responsabilidades.

Em 2010, o brasileiro será submetido a mais um desses momentos mágicos. O poder está na ponta do seu dedo indicador.

A magia do instante está em poder recomeçar a partir de uma simples pressão exercida sobre o teclado da urna eletrônica. Chance igual, só daqui a quatro anos.

Assim, melhor não desperdiçar, de novo, a hora. Ainda não foi inventado melhor remédio contra o eleito inconsciente do que o eleitor impaciente.

Pegue-se uma carona no prestígio do Lula-2010 para ecoar o Lula-1996: "Temos que criar vergonha na cara e eleger pessoas dignas”.

"Quem colocou os ladrões lá? Não foi obra de Deus, foi o voto do povo. Ou o povo assume a responsabilidade de mudar este país ou vai ter mais ladrões”.

Na presidência, Lula esqueceu o que dissera do mesmo modo que FHC dera de ombros para o que escrevera. Você não precisa imitá-los."
Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

10 fevereiro 2010

Um soco na cara ou no estomago

Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nadafaçam.” (Edmund Burke)Aécio Neves pulou fora da corrida presidencial de 2010. Agora é praticamenteoficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximaseleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter queescrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo. Afinal, o futuro daliberdade está em jogo, sob grande ameaça. Nenhuma das opções é atraente.Nenhum dos candidatos representa uma escolha decente para aqueles quedefendem as liberdades individuais. Será que há necessidade de optar? Ouserá que o voto nulo representa a única alternativa?
Tais questões me levaram à lembrança do excelente livro O Sonho de Cipião,de Iain Pears, uma leitura densa que desperta boas reflexões sobre oneoplatonismo. Quando a civilização está em xeque, até onde as pessoas debem podem ir, na tentativa de salvá-la da barbárie completa? Nas palavras doautor: “Usamos os bárbaros para controlar a barbárie? Podemos explorá-los demodo que preservem os valores civilizados ao invés de destruí-los? Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado émelhor do que não assumir nenhum?”
Permanecer na “torre de marfim”, preservando uma visão ideal de mundo, semsujar as mãos com um voto infame, sem dúvida traz conforto. Manter a paz daconsciência tem seus grandes benefícios individuais. Além disso, o voto nulotem seu papel pragmático também: ele representa a única arma de protestopolítico contra todos que estão aí, contra o sistema podre atual. Somente nodia em que houver mais votos nulos do que votos em candidatos o recado dasurnas será ouvido como um brado retumbante, alertando que é chegada a horade mudanças estruturais. Os eleitos sempre abusam do respaldo das urnas, dosmilhões de eleitores que deram seu aval ao programa de governo do vencedor,ainda que muitas vezes tal voto seja fruto do desespero, da escolha no“menos pior”.
Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta dasliberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa posturaidealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria a penater fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.
Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerdana política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Ambos desejam maisgoverno. Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposiçãopara adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB pareceter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.
Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou amáquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! Oprojeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso sedeve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo dopróprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.
Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Sim,Serra tem forte viés autoritário, apresenta indícios fascistas em sua gestãono governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria,estou de acordo com isso tudo. Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato. Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá sernossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”?
Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia: a derrota está anunciada antes mesmo dadecisão. Mesmo o resultado “desejado” será uma vitória de Pirro. Algo como escolher entre um soco na cara ou no estômago. Mas situações extremas demandam medidas extremas, e infelizmente colocam certos valores puristas em xeque. Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo domal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro nanuca.
Dito isso, assumo que votarei em Serra, mas não sem antes tomar um Engov.Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contrao Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favorde Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro aogoverno Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar acorja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Ainda que depois ela seja substituída por outra parecidaem muitos aspectos. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.
Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular ovoto. Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta dacivilização – o que não é muito.

09 fevereiro 2010

PT E SUA BASE ALIADA DIVIDIDOS EM MINAS


Deu no Blogue do Zé Dirceu : Situação do PT volta a estaca zero em Minas

Publicado em 09-Fev-2010


As últimas movimentações políticas não levaram ainda a um acordo em torno de uma grande coligação e a situação voltou a estaca zero em Minas, com dois postulantes do PT ao governo: o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias e o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel.
Pimentel não aceitou a postulação atribuída a Patrus, de ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo vice-presidente José Alencar (PR), e o PMDB nacional também não, conforme manifestação dos deputados Henrique Eduardo Alves (RN) e Eduardo Cunha (RJ), representantes do partido nos entendimentos em MG.
Estamos com uma questão ainda em aberto e três saídas: o vice-presidente José Alencar sair candidato a governador com um vice do PT e o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB) disputa o Senado; Hélio sai para governador, com um vice do PT e Alencar senador; ou, disputamos com um candidato do PT a governador, um do PMDB a vice e Alencar a senador.
Como vemos, todas pressupõem uma aliança com o PMDB e a unidade do PT que pode ser alcançada mediante acordo ou realização de prévias. O certo é que nós, petistas, temos que ter um nome lá em Minas e testar sua força nas pesquisas. Esse é um critério aceito pelo ministro Hélio Costa para decidir quem será o candidato a governador e a vice, ou para indicar o companheiro de chapa majoritária de Alencar.
Precisamos nos apressar quanto a definições porque, enquanto isso, o governador tucano Aécio Neves tendo a tiracolo seu vice e agora candidato a governador, Antônio Anastásia (PSDB) nada de braçada. A reação de Pimentel era esperada porque ele venceu a disputa do diretório regional do PT no final do ano passado. A questão agora é saber o que pensa e o que fará Hélio e como contornar a divisão do PT em Minas.

08 fevereiro 2010

'Dilma não é líder, é reflexo de um líder', diz FHC

Agência Estado - Publicação: 08/02/2010 15:52 Atualização: 08/02/2010 17:02
Um dia após ter provocado reação dos petistas com artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo em que criticava a estratégia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota para as eleições deste ano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou nesta segunda-feira ao ataque, colocando em xeque a capacidade de liderança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão presidencial. "Ela não é líder. É reflexo de um líder", disse, antes de participar da inauguração da Biblioteca de São Paulo, espaço estadual que será inaugurado na tarde desta segunda pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Indagado se considerava Lula um líder, FHC riu e respondeu: "Claro que sim, eu não sou bobo.Na entrevista que concedeu antes do início da cerimônia de inauguração da Biblioteca de São Paulo, situada no Parque da Juventude, Zona Norte da Cidade, Fernando Henrique fez também questão de comparar o currículo de Serra, pré-candidato tucano à sucessão presidencial deste ano, com o de Dilma Rousseff. "A Dilma ainda não teve possibilidade de mostrar liderança. Serra inspira confiança e tem liderança, já demonstrada no Ministério da Saúde, na Prefeitura de São Paulo e no governo do estado. Leia mais aqui.

05 fevereiro 2010

Pré-requisito para sucessão de Serra

Deu em O Globo: FHC banca Aécio

De Ilimar Franco:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contou, a políticos próximos, que Aécio Neves já concordou em ser o vice de José Serra. Os tucanos dizem que a presença de Aécio na chapa é pré-requisito para que, no futuro, ele seja candidato do partido a presidente. Os serristas também se definiram pela candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo. Alckmin é garantia de uma forte votação no estado e de que Serra estará liberado para fazer campanha no restante do país.

02 fevereiro 2010

INICIO DO FIM: LULA CONTRA A IGREJA

Dom Eugenio Sales protesta contra programa de Lula

* Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os niveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado.
* Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacendar conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social. Leia mais aqui.

30 janeiro 2010

GOVERNO DE LULA POSTO DE JOELHOS

sábado, 30 de janeiro de 2010 6:45
Queridos, o texto é um tanto longo, mas prometo que vale a pena porque se tem aí o roteiro de uma impostura. E vocês também verão um intelectual inteligente, cientificamente correto e politicamente ousado (no Brasil, isso é raro), a pôr o discurso oficial do lulismo de joelhos. E ainda poderão flagrar Guido Mantega a contar uma mentirinha num fórum internacional. Vamos lá?
Em Porto Alegre - No discurso quer fez no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, aquela celebração zoológica de zebras de esquerda, antas alternativas e jumentos ongueiros, Lula dirigiu a palavra aos seguintes ilustres:“Querido companheiro Evo Morales, presidente da Bolívia,Querido companheiro Rafael Correa, presidente do Equador,Querido companheiro Fernando Lugo, presidente do Paraguai,Querido companheiro Chávez, presidente da Venezuela”.
"Uma das forças de Lula foi justamente o governo que o antecedeu"
E deitou falação contra o “Consenso de Washington” e o mercado. Segue um trechinho:“A briga [crise] nasceu porque durante os anos 80 e os anos 90, ao estabelecerem a lógica do Consenso de Washington, eles venderam a lógica de que o Estado não prestava para nada, de que o Estado não podia nada e que o ‘deus mercado’ é que iria desenvolver os países, é que iria fazer justiça social. Esse ‘deus mercado’ quebrou. Quebrou por irresponsabilidade, quebrou por falta de controle, quebrou por causa da especulação.” Leia mais aqui.

LULA O ROLO COMPRESSOR DO PT


Deu na Veja: Em qual Lula acreditar?
De Lauro Jardim:
Qualquer conversa de político, mesmo privada, não deve ser comprada pelo seu valor de face.
Na semana passada, Lula deu um exemplo disso. Numa conversa com um importante político paulista, na segunda-feira, disse que faria de tudo para convencer o petista Fernando Pimentel a desistir de disputar o governo de Minas Gerais para abrir caminho para o peemedebista Hélio Costa.
Dois dias depois, o mesmo Lula, agora numa conversa com um dos mais eminentes congressistas do Nordeste, afirmou com todas as letras que Costa seria a melhor alternativa peemedebista para ser vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff.

29 janeiro 2010

CABOS ELEITORAIS DE LULA NA CADEIA


Os bandoleiros planejavam invasões de terras públicas, pagando 2 mil reais de prêmio para as famílias que ajudassem na invasão.
Leia aqui. Pena que o jornalismo local continue usando o termo "suposto" para esses fora-da-lei.
Aliás, o abuso desse termo, na imprensa nacional, indica que estamos diante de suposto jornalismo - sempre acobertando as "vítimas do capitalismo" etc. Viva a ideologia! Eis a única que não é suposta.
Que a Justiça restaure o Estado de Direito. Cadeia para invasores, arruaceiros e destruidores do patrimônio público.
P.S.: a propósito, o diplomata Paulo Roberto de Almeida fez uma boa gozação com o abuso jornalístico e político do termo "suposto".(NET continua com problemas).

27 janeiro 2010

Lula estadista global e permissivo neoliberal de MERDA!



A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA . Esta palavra de origem francesa MERD pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa. Vejam porque com os exemplos a seguir:
1) Como indicação geográfica 1: Onde fica essa MERDA ?
2) Como indicação geográfica 2: Vá a MERDA !
3) Como indicação geográfica 3: 18:00h – vou embora dessa MERDA .
4) Como substantivo qualificativo: Você é um MERDA!
5) Como auxiliar quantitativo: Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!
6) Como indicador de especialização profissional: Ele só faz MERDA.
7) Como indicativo de MBA: Ele faz muita MERDA .
Como sinônimo de covarde: Seu MERDA !
9) Como questionamento dirigido: Fez MERDA , né?
10) Como indicador visual: Não se enxerga MERDA nenhuma!
11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido: Por que você não vai a MERDA?
12) Como especulação de conhecimento e surpresa: Que MERDA é essa?
13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo: Ele está na MERDA…
14) Como indicador de ressentimento natalino: Não ganhei MERDA nenhuma de presente!
15) Como indicador de admiração: Puta MERDA !
16) Como indicador de rejeição: Puta MERDA!
17) Como indicador de espécie: O que esse MERDA pensa que é?
18) Como indicador de continuidade: Tô na mesma MERDA de sempre.
19) Como indicador de desordem: Tá tudo uma MERDA !
20) Como constatação científica dos resultados da alquimia: Tudo o que ele toca vira MERDA !
21) Como resultado aplicativo: Deu MERDA .
22) Como indicador de performance esportiva: O Framengo e os Vascainos não
estão jogando MERDA nenhuma!!!
23) Como constatação negativa: Que MERDA!
24) Como classificação literária: Êita textinho de MERDA sô!!!
25) Como qualificação de governo: O governo LULA só faz MERDA !
26) Como situação de “orgulho/metidez” : Ela se acha e não tem “MERDA nenhuma! ”
27) Como indicativo de ocupação: Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo MERDA nenhuma!!!

25 janeiro 2010

CIRO PODERA IMPOR DERROTA AO PT

Deu em O Globo: Lula discute destino de Ciro Gomes

PT vai tentar convencer PSB a desistir de lançar o deputado a presidente.

O PT inicia na quarta-feira uma ofensiva para convencer o PSB a desistir de lançar a candidatura do deputado federal Ciro Gomes à Presidência. Haverá uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do nacional PSB, para tratar do assunto.
A presença de Ciro no encontro, que deve acontecer em Pernambuco, não está certa. O deputado está viajando em férias pela Europa há quase um mês e tem se mantido distante das discussões políticas. Ele deve voltar ao país amanhã e desembarcar em Fortaleza (CE).
Segundo sua assessora, até ontem Ciro não havia recebido convite de Campos.
O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, usa a derrota do governo na eleição do Chile neste mês como argumento para convencer o PSB. Na disputa chilena, havia dois candidatos que faziam parte da aliança da presidente Michelle Bachelet.
— O próximo passo é garantir a unidade do governo na eleição. Trazer o Ciro para a campanha da Dilma. A unidade é importante. Vimos um monte de comparações apressadas com a eleição do Chile, mas se há um ponto que vale para o Chile e para o Brasil é que governo não divide — disse Dutra.
A ideia é que Ciro dispute o governo de São Paulo com apoio do PT. Em setembro passado, o deputado transferiu o seu domicílio eleitoral para o estado. Leia mais em O Globo

OS NEOBOBOS VERSOS OS NEOBABACAS


BABACAS OU BOBOS, ELES SEMPRE ANDARAM JUNTOS.



21 janeiro 2010

Dilma abusa da boa fé do Povo

Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão. Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.
Leia mais aqui.
Por Carlo Iberê de Freitas
Coordenador de Comunicação

15 janeiro 2010

COMO AJUDAR O POVO HAITIANO

Quem quiser ajudar as vítimas do terremoto Haiti tem algumas opções. Como costuma acontecer depois de tragédias, podem aparecer sites falsos pedindo doações, então procure doar para instituições reconhecidas por meio do site delas.
A embaixada do Haiti no Brasil recebe doações em dinheiro por meio da conta corrente abaixo. Os recursos serão recebidos diretamente pela embaixada e administrados por ela, segundo o Banco do Brasil. Podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.
Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. Segundo Silvia Backes, coordenadora do CICV no Brasil, a entidade não recebe outros tipos de doações, como roupas, devido à dificuldade de enviá-las ao país. Ela diz que há uma equipe de ajuda emergencial da Cruz Vermelha saindo de Genebra com toneladas de doações e com equipes de médicos.
Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
O Movimento Viva Rio informou que abriu uma conta para receber doações que serão usadas para compra de alimentos, água e medicamentos.
Presente desde 2004 no Haiti, o Viva Rio mantém uma equipe de mais de 400 pessoas trabalhando nos projetos, sendo nove brasileiros. Doações podem ser feitas na conta:
Nome: Movimento Viva Rio
Banco: Banco do BrasilAgência: 1769-8CC: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
O músico haitiano Wyclef Jean recebe doações para ajudar as vítimas do terremoto por meio de sua ONG, a Yelé Haiti. Para doar, acesse o site do Yelé Haiti, clique em “Donate”, escolha o valor da doação e forneça os dados do seu cartão de crédito.
Informações sobre cidadãos brasileiros no Haiti podem ser obtidas no Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, nos telefones abaixo:
(61) 3411-8803(61) 3411-8805(61) 3411-8808(61) 3411-8817(61) 3411-9718(61) 8197-2284. Fonte: http://cilenebonfim.com/

08 janeiro 2010

NESSE ASSUNTO ELES SÃO DIFERENTES !

O governo do Partido dos Trabalhadores passou os últimos meses distribuindo as mais diversas benesses econômicas e atendendo aos mais diferentes grupos de pressão. Beneficiou alguns segmentos empresariais com a redução momentânea de tributos; afagou a classe média, que pôde consumir algumas quinquilharias pagando um pouco menos; perdoou devastadores de florestas com o abrandamento da legislação. Mas o que não se viu foram medidas que favorecessem diretamente os trabalhadores. E não foi por falta de oportunidades.Uma delas está associada ao pré-sal. De toda a discussão em torno da revisão das regras para exploração de petróleo no país, o ponto que interessa mais direta e imediatamente ao trabalhador é o que trata da capitalização da Petrobras. O desejo de muitos é, dentro desta operação, poder usar recursos do FGTS para investir em ações da empresa – 2,11% do capital da companhia está nas mãos de cotistas do fundo. Mas o governo do Partido dos Trabalhadores não quer. Por que será? Leia mais em Pauta em Ponto.

ELES SEMPRE FORAM IGUAIS

De Ana Conceição, da Agencia Estado:
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) abriu o período de propaganda partidária do ano na TV e no rádio, ontem, se contrapondo à polarização entre PT e PSDB na disputa à Presidência da República. O partido também igualou os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. "Tem muito sujo falando do mal lavado. Tem quem prefere seis e tem quem prefere meia dúzia", ironizou a legenda.
Com participação do músico Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa, filiado recentemente ao PSOL, o programa criticou a ausência de reforma agrária, os lucros dos bancos e os casos de corrupção de ambos os governos.
Comandado pela ex-senadora e vereadora de Maceió, Heloísa Helena (AL), o partido ainda criticou o governo Yeda Crusius (PSDB-RS) e o chamado "mensalão do DEM", do governo José Roberto Arruda, do Distrito Federal, "que repetiu os escândalos do PT e do PSDB".
Leia mais em: PSOL iguala PT a PSDB em programa na TV e no rádio.