Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

26 outubro 2022

03 outubro 2022

A GLOBALIZAÇÃO REALMENTE MORREU?!

 Por Moisés Naím para O Estado de S. Paulo, em 03 de outubro de 2022

 A globalização acabou. O protecionismo de Trump, o Brexit, os problemas nas cadeias de fornecimento criadas pela covid-19 e a agressão criminosa de Vladimir Putin puseram fim à onda de integração global disparada pela queda do Muro de Berlim, em 1989. Estes tempos de mercados de ações em baixa e juros altos darão a última badalada no sino do enterro da globalização.

Esta opinião está em moda – e está quase totalmente errada. Principalmente do ponto de vista da economia, mas também do ponto de vista social e cultural. De fato, a surpresa dos dois último anos foi a resiliência que a globalização demonstrou. Em um período excepcionalmente turbulento, a integração econômica e social do mundo – a conexão entre os países – nos surpreendeu mais por sua resistência do que por sua fragilidade.

RECESSÃO.

De fato, os dados sugerem que a crise financeira mundial de 2008-2009 e a Grande Recessão que ela desencadeou impactaram negativamente a economia e a política mundial mais do que os demais eventos de importância global que ocorreram na década passada.

O volume de comércio internacional cresceu muito durante o período de hiperglobalização (1985-2008), passando de aproximadamente 18% para 31% do valor total da economia mundial. Com a crise de 2008, essa cifra caiu, se situando em cerca de 28%. E aí mais ou menos ficou desde então: mantendo-se estável apesar de todos os choques econômicos e convulsões políticas dos últimos anos.

O protecionismo de Donald Trump reduziu a integração dos EUA ao restante do mundo. Nos EUA, o comércio caiu de 28% do PIB, em 2015, para 23%, em 2020. As exportações do Reino Unido para a União Europeia caíram fortes 14% no ano seguinte ao Brexit. Mas essas oscilações, por maiores que sejam, foram compensadas por uma maior integração econômica na Ásia Oriental e na África, onde as conexões de interdependência entre os países continuam se aprofundando e se ampliando.

PROTECIONISMO.

Mesmo com seus custos, problemas e acidentes, a integração entre os países não morreu

A integração econômica parece ter uma inércia própria, que resiste a tudo, incluindo a embates tão grandes quanto as guerras comerciais iniciadas por Trump ou o voto dos britânicos a favor do Brexit. Uri Dadush, um reconhecido especialista em economia internacional, constatou que as barreiras protecionistas que foram erigidas nesses últimos anos tiveram um efeito insignificante no comércio global. Certamente as cadeias de fornecimento se viram submetidas a tensões e interrupções que estimularam as empresas a mudar algumas de suas fábricas para locais mais próximos aos mercados consumidores. A Europa está experimentando agora, sem dúvida, as dolorosas consequências econômicas de sua dependência energética em relação à Rússia. Mas, segundo os dados disponíveis, o efeito global líquido, considerando essas mudanças transcendentais, não foi uma redução da integração econômica.

Recordemos também que a globalização vai muito além do comércio. A globalização se baseia tanto na circulação global de ideias, atitudes, filosofias e pessoas quanto no comércio de mercadorias. E, nesse sentido mais amplo, a globalização parece acelerar, não ratear. O Tiktok possui 1,4 bilhão de usuários espalhados por 150 países, por exemplo.

Outra prova de globalização ativa e acelerada é a ciência. Cientistas do mundo inteiro competem com colegas de outros países. É normal. Fora do normal foi a velocidade com que eles conseguiram atuar e, em certos casos, se coordenar para conseguir inventar as vacinas contra a covid-19, produzi-las em grande escala e distribuí-las pelo mundo, salvando desta maneira milhões de vidas. Se esse exitoso exemplo de globalização foi possível virar realidade uma vez, poderá se repetir em muitas outras oportunidades.

RISCOS GLOBAIS.

Naturalmente, a globalização não é invulnerável e nem todas as suas consequências são positivas. Os níveis de desigualdade que coexistem com a globalização são inaceitáveis, por exemplo. Se a guerra na Ucrânia se prolongar muito mais ou – tragicamente – se tornar nucelar, ela poderia cortar fornecimentos cruciais de energia, alimentos e fertilizantes que constituem a coluna vertebral da globalização econômica.

Ainda pior, um ataque militar chinês contra Taiwan poderia acabar com grande parte da capacidade de fabricação de microchips, incapacitando um mundo que depende cada vez mais das tecnologias digitais. No futuro próximo, a criptografia quântica poderia deixar obsoleta toda a criptografia que existe atualmente na rede. Isso causaria uma severa crise de cibersegurança e limitaria a globalização digital.

Essas ameaças existem. São reais e graves. Mas se conjugam em tempo futuro. No presente, o mundo está integrado mais profundamente do que uma década atrás. Apesar de seus custos, problemas e acidentes, a integração entre os países não morreu. O objetivo adiante é como proteger-nos de seus defeitos e aproveitar ao máximo as portas que ela abre.

09 agosto 2022

SEGURANÇA DO CELULAR: AS DICAS VÃO DO NÍVEL BÁSICO ATÉ O AVANÇADO!



(O Estado de S. Paulo, 07)

Nível básico •

1) Use senhas alfanuméricas (incluindo símbolos e combinando letras minúsculas e maiúsculas) diferentes para cada cadastro;

2) Use sequências numéricas aleatórias em instituições financeiras, como senhas de cartões ou credenciais em aplicativos bancários;

3) Ative a verificação em duas etapas por celular ou e-mail; 4) Coloque senha no chip (SIM) da operadora, o que irá impedir que ladrões insiram o cartão em outro aparelho e tenham acesso ao seu número; 5) Não clique em links duvidosos ou dê informações pessoais, mesmo que o pedido seja de um contato conhecido; 6) Ative todas as biometrias do seu aparelho, como leitores de digitais e de rosto, que criam camadas a mais de segurança.

Nível intermediário •

1) Tenha senhas aleatórias, complexas e impossíveis de decorar: use apps específicos (1Password, Last Password) ou ferramentas de navegadores (Google Chrome e Safari) que criam senhas e as colocam em um “cofre” na nuvem;

2) Ative senhas de uso único como outra etapa de verificação. São números aleatórios que funcionam como segundo código. São criadas por apps próprios (Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Authy, 1Password);

3) Entre em contato com a instituição financeira e diminua limites diários de transferência (DOC, TED e Pix), saques e empréstimo pré-aprovado; 4) Considere incluir um contato de confiança em sua família iCloud (Apple), permitindo que familiares possam apagar o dispositivo a distância em caso de roubo – Android (Google) não tem o recurso.

• Nível avançado

1) Comprar uma chave de segurança física para recuperação de senha e logins, como Titan (do Google), Yubico e OnlyKey — os preços, no entanto, podem ultrapassar a faixa dos R$ 800. Esses objetos são pequenos e podem ser guardados em chaveiros, por exemplo;

2) Gere e imprima códigos de backup alternativos, senhas criadas automaticamente pelo próprio cadastro dos serviços. Devem ser guardados em casa em local seguro; 3) Caso tenha adotado um app gerador de senhas, apague as senhas salvas dos navegadores para evitar brechas; 4) Crie um “e-mail secreto” a que só você tem acesso: essa conta não pode estar salva em nenhum dispositivo do cotidiano, deve ter senhas fortes e autenticação em dois fatores ativada. Por esse e-mail, você fará recuperação das contas mais importantes;

5) Deixe um dispositivo em casa (como um tablet ou celular velho) para ser o local por onde você acessa seu e-mail “secreto”, apps próprios de senhas ou até de instituições financeiras menos utilizadas.

08 agosto 2022

CRIANÇAS E ADOLESCENTES NUM PAÍS FAMINTO!

 

(Raquel Franzim e Ana Claudia Cifali respectivamente, diretora de educação e culturas infantis do Instituto Alana e coordenadora jurídica do Instituto Alana - O Estado de S. Paulo, 07) Ao longo dos primeiros 18 anos de vida, a criança e o adolescente vivem transformações físicas, cognitivas e emocionais que estruturam os anos que seguem e a vida adulta. Esse período, que é breve, produz efeitos duradouros. É por isso que o dado revelado de que o número de pessoas passando fome dobrou do final de 2020 para o começo de 2022 em lares do País com crianças de até 18 anos (25,7% das famílias) é o anúncio da tragédia humanitária que vivemos no presente com potencial de arruinar uma geração inteira no futuro. Durante as férias escolares, com a interrupção da oferta de merenda escolar, este quadro se agrava ainda mais.

Apenas 26% das crianças de 2 anos a 9 anos no Brasil fazem três refeições por dia. Famílias negras e chefiadas por mulheres são as mais impactadas, escancarando como a raça e o gênero são características decisivas para uma vida de privações e para a desigualdade na garantia de direitos em nosso país. A alimentação é o direito social mais básico da vida humana. A interrupção do acesso regular e permanente à alimentação de qualidade e em quantidade suficiente gera um efeito cascata nos demais direitos, impactando o desenvolvimento e freando a autonomia humana, essencial para um Estado Democrático de Direito.

Uma criança que passa fome não deveria preocupar apenas sua família: é a demonstração de que toda a responsabilidade compartilhada prevista no artigo 227 da Constituição federal falhou. Falhamos nós, sociedade e suas instituições, e falham os governos, que deveriam protegê-la acima de tudo, em primeiríssimo lugar, de toda ordem de violência e crueldade que a fome provoca.

Entre os direitos sociais mais afetados ao passar fome encontra-se o direito à educação. Tanto não há condições para aprender, participar e se desenvolver integralmente que o País criou ainda em 1954 o consolidado Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Posteriormente, foi incorporado como direito na Constituição federal de 1988 nos artigos 205 e 208 como um programa suplementar, ou seja, fundamental na garantia de qualidade na educação.

Responsável por garantir 15% das necessidades nutricionais básicas da vida, o programa é uma política pública baseada em evidências que comprovam que, do ponto de vista cognitivo, a desnutrição infantil prejudica o desenvolvimento da atenção, a memória, a leitura e a aprendizagem de linguagens como um todo.

A equação é simples: com menos energia e nutrientes, a performance ao participar da vida escolar diminui e as dificuldades de aprendizagem aparecem. Importante destacar que a fome provoca efeitos sistêmicos no desenvolvimento da criança, desde o crescimento neuromotor abaixo do esperado até, também, prejuízos em habilidades socioemocionais como iniciativa e tomada de decisão. Além disso, permanecer na escola nessas condições se mostra difícil, em alguns casos gerando o abandono escolar para busca de trabalho na tentativa de ampliar a renda familiar, como aponta relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 2020.

Por isso, uma boa alimentação escolar é fundamental, inclusive no período de férias, com programas próprios e específicos para alcançar as crianças e adolescentes que passam fome. Ainda que não responda a todo o problema da fome e da pobreza, a alimentação escolar faz parte da adoção de uma estratégia multidimensional, que inclui a elevação da agenda como prioridade política, com programas consistentes de redistribuição de recursos, assistência, renda e trabalho, sobretudo para as famílias mais afetadas. Infelizmente, dados revelam que o País não apenas deixou de apresentar essas soluções, como, em virtude das escolhas políticas recentes do governo federal, empurrou mais pessoas para a privação alimentar.

Com baixa competência técnica do Ministério da Educação (MEC) para resolver os problemas estruturais do setor durante a pandemia de covid-19, o governo federal tem priorizado questões irrelevantes para a população, entre elas o ensino domiciliar, e passa a escrever, agora, mais um capítulo desesperador. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão técnico vinculado ao MEC, palco recente de disputas políticas, vem nos últimos anos reduzindo a previsão e a execução orçamentárias do Pnae. Segundo dados do próprio governo federal no Portal da Transparência, a tendência é de diminuição de recursos destinados à alimentação escolar. Tudo isso em meio ao agravamento do cenário da fome.

Em outubro, o País passará por eleições para os governos federal, estaduais e para o Legislativo. Sem ter os direitos de todas as crianças e os adolescentes (especialmente os que passam fome) priorizados hoje, no centro do debate e das políticas públicas, o amanhã pode ser tarde demais para eles e para todos nós como sociedade e país.

07 agosto 2022

O FRACASSO DO SOCIALISMO

 

"Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente reprovava um aluno, mas tinha reprovado, uma vez, uma turma inteira.
Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário
e "justo".
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma.
Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas".
Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.
Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...
Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos -
eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.
Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas.
Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
O resultado, a segunda média dos testes foi 10.
Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.
As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, à procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da
atmosfera das aulas daquela turma.
A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.
No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.
Portanto, todos os alunos chumbaram...
Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado.
Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós."
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."
O pensamento abaixo foi escrito em 1931.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade,
então chegamos ao começo do fim de uma nação.
"É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931

EU QUERO O MELHOR PARA O MEU BRASIL!

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