Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

Minha foto
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

06 novembro 2020

INCOMPETENTE E COM DEZENAS DE PROCESSOS NAS COSTAS, TRUMP PODE SAIR DA CASA BRANCA DIRETO PARA A CADEIA.

 

Os votos que podem finalmente decidir disputa entre Trump e Biden

Resultado final pode sair ainda nesta sexta (6/11); ritmo de contagem indica que apuração deve ser concluída hoje

Três dias depois do fechamento das urnas da eleição americana, o candidato democrata Joe Biden está a menos de 20 mil votos de virar o jogo em dois Estados cruciais para uma vitória na disputa ainda em aberto contra o presidente republicano Donald Trump.

Na liderança, Biden precisa vencer apenas na Pensilvânia, ou em 2 dos outros 4 Estados indefinidos. A tendência atual é que ele vença em 4 desses 5. 

Leia mais aqui 

https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/11/06/interna_internacional,1201893/os-votos-que-podem-finalmente-decidir-disputa-entre-trump-e-biden.shtml?utm_source=onesignal&utm_medium=push

21 outubro 2020

Uma das especialidades do ministro MARCO AURÉLIO tem sido livrar da cadeia bandidos condenados e de altíssima periculosidade.

 

Não há dúvida! Não há a mínima dúvida de que, uma das especialidades do ministro MARCO AURÉLIO tem sido livrar da cadeia bandidos condenados e de altíssima periculosidade.
O Estadão analisou 225 decisões liminares (provisórias) concedidas em habeas corpus, todos elas distribuídos para o ministro em 2020. Em seguida, cruzou o nome dos réus com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e constatou o seguinte:
Pelos menos 92 bandidos conseguiram liminares com o ministro Marco Aurélio e quase todas essas liminares foram embasas no vencimento do prazo de revisão das prisões, regra que, per si, constitui uma aberração judicial, já que torna ilegais prisões preventivas não reavaliadas a cada 90 dias.
O que é mais grave: desses 92 mandados de soltura, 21 criminosos constam no banco de dados do CNJ, com mandados de prisão em aberto, incluindo o líder da facção criminosa PCC André do Rap, solto recente por capricho desse capa-preta que, pelos atos, desmerece a toga que o encobre.
E dos 21 criminosos que estão no radar da polícia, todos com mandados de prisão em aberto, pelo menos 15 desses bandidos estão em condições judiciais semelhantes à do mega traficante, André do Rap, porque tiveram mandados de prisão expedidos após as derrubadas das liminares que foram generosamente concedidas pelo ministro Marco Aurélio.
As perguntas que eu gostaria de ouvir respostas do ministro MARCO AURÉLIO, são:
O que V. ex.ª ganha com isso? Qual é o propósito de V. ex.ª com as solturas de traficantes e criminosos poderosos?
Seria simplesmente anular dispositivos do código penal? Desmoralizar o trabalho da polícia e da própria justiça? Afrontar a sociedade que paga caro pela recaptura desses bandidos? Ou seria apenas para mostrar ao contribuinte brasileiro que o crime, na ótica de V. ex.ª, compensa?
Não me custa perguntar francamente: V. ex.ª sabe quais são as diferenças entre um inocente e um culpado? Sabe diferenciar “justiça justa” da “antijustiça” ou "justiça injusta”?
Ou há, de fato, alguma motição pessoal que induz o doutor MARCO AURÉLIO a ser tão generoso com a bandidagem?
Vamos, responda Sr. Ministro Marco Aurélio. Eu e o Brasil inteiro aguardamos com interesse as respostas de V. ex.ª.
Ruy Câmara
Escritor e sociólogo brasileiro

14 setembro 2020

Revista revela a relação entre Toffoli e empreiteiras

 

stf toffoliA revista digital Crusoé teve acesso, na integra, da apuração da Procuradoria-Geral da República sobre a relação de Dias Toffoli com as empreiteiras Odebrecht e OAS.

Em abril de 2019, uma reportagem da revista intitulada “O amigo do amigo de meu pai” foi censurada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das Fake News.

Segundo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o codinome fazia referência a José Antonio Dias Toffoli, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, que à altura da troca de mensagens ocupava o posto de advogado-geral da União.

Toffoli deixou a presidência do STF nessa quinta-feira (10/9) após o ministro Luiz Fux assumir o posto.

“Os procuradores viram nesse conjunto de e-mails indícios suficientes para apurar, nas palavras deles, ‘o possível cometimento de fato penalmente relevante por José Antonio Dias Toffoli, praticado à época em que ocupava o cargo de advogado-geral da União’. As trocas de mensagens, com a devida contextualização, chegaram a ser reunidas em uma peça bem-acabada que deveria ser enviada na sequência a Edson Fachin pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, pedindo a abertura de um procedimento específico para apurar as suspeitas relacionadas a Toffoli. Não se tem notícia, até hoje, de que Aras tenha dado o devido encaminhamento ao material. Em vez de serem reconhecidos pela coragem da iniciativa, os procuradores que realizaram o trabalho só tiveram problemas – em junho passado, eles pediram demissão coletiva e deixaram o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR por discordarem do animus de Augusto Aras em relação à operação”, destaca a Revista Crusoé.

Em julho, o jornalista Diego Escosteguy, do site Vortex Media, já havia afirmado que o empreiteiro Marcelo Odebrecht disse à Procuradoria-Geral da República que seu grupo empresarial mantinha um acerto ilícito com o então advogado-Geral da União, Dias Toffoli, e que fazia pagamentos a ele no decorrer do segundo mandato de Lula, entre 2007 e 2009.

A Crusoé teve acesso à íntegra do material reunido pelos investigadores e à gravação de um depoimento sigiloso no qual, por quase quatro horas, dois dos integrantes da então equipe da Lava Jato na PGR, com autorização do ministro Edson Fachin, ouviram Marcelo Odebrecht sobre os arquivos relacionados a Toffoli.

“Conjugados os e-mails e as respostas prestadas em viva voz por Marcelo Odebrecht, é possível saber, por exemplo, que a empreiteira pagou caro a um escritório de advocacia indicado pelo próprio Toffoli para ‘intermediar’ a relação com ele. Marcelo Odebrecht não chega a cravar, com todas as letras, que essa era uma forma de repassar dinheiro ao ministro, mas afirma que os e-mails, que sugerem a existência de um esquema para remunerar os favores por meio do tal intermediário, são claros. O empreiteiro também relata que era comum o envio de presentes a Toffoli e conta que, em pelo menos duas ocasiões, se reuniu pessoalmente com ele, fora de agenda oficial, para estreitar a relação e para tratar de assuntos de interesse da companhia – um dos encontros foi na casa do ministro, em Brasília, e outro no apartamento de um advogado indicado como “intermediário” da relação. A apuração preliminar dos procuradores mostra ainda que, com a anuência de Toffoli, a Odebrecht usou sua velha máquina de lobby no Congresso Nacional, aquela mesma que abastecia parlamentares com polpudas propinas, para ajudar na aprovação do nome do ministro para assumir a cadeira no Supremo, em 2009″, destaca a publicação.

Para investigar Toffoli, políticos cobram CPI da Lava Toga

Vários parlamentares se manifestaram sobre a reportagem da Revista Crusoé que traz detalhes das investigações da Procuradoria-Geral da República sobre as relações do ministro Dias Toffoli com empreiteiras, como Odebrecht e OAS.

Em um vídeo publicado pela revista, Marcelo Odebrecth explica como a sua empreiteira contou com os serviços do ministro. De acordo com a publicação, Toffoli era chamado de “amigo do amigo de meu pai”.

Integrantes do Senado e da Câmara classificaram como “graves” as revelações. Além disso, cobraram que as acusações sejam fortemente investigadas.

“Esse caso tem potencial de ser o maior escândalo da história Judiciário brasileiro. Não pode ser ignorado, nem pré-julgado, precisa ser apurado. É a credibilidade de um poder em jogo. A toga não é negra para esconder sujeira”, afirmou o deputado Paulo Martins (PSC-PR).

No Senado, parlamentares defenderam que os integrantes do Judiciário não são imunes. Para apurar as acusações, os senadores reacenderam o debate da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de ministros do Supremo —  apelidada de CPI da Lava Toga.

“Precisamos de uma investigação. A CPI da Lava Toga precisa ser instaurada”, defendeu Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

De acordo com a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), a Casa já tentou três vezes criar a CPI, contudo faltou apoio dos demais parlamentares. “A instauração da CPI da Lava Toga é uma bandeira que defendo desde que assumi o mandato”, afirmou.

Na gaveta de Alcolumbre

Conforme a Revista Oeste mostrou, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) já tentou implementar diversas vezes a abertura da CPI. No entanto, nunca houve interesse por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Em princípio, a proposta depende da assinatura de 27 parlamentares, além do aval de Alcolumbre. O objetivo da CPI seria investigar eventuais irregularidades nos tribunais superiores e o que é chamado de “ativismo judicial”, expressão que se refere a uma interferência do Judiciário nos demais Poderes.

Com informações, Revista Oeste

23 julho 2020

NOS GOSTARIAMOS SÓ DE ENTENDER!

Covid-19,
um Vírus Muito Louco 🤪

Ele não gosta de supermercados e padarias. Simplesmente não entra 🤔
Mas é mortal em bares, restaurantes, pequenos negócios, cabeleireiros e é pior em igrejas 🤨
Se não usar máscaras, mesmo dentro do seu carro e sozinho, o vírus te pega!!! Mas em ônibus, metrôs e trens, pode se aglomerar tranquilamente, pq ele não anda de transporte público 🙃
O vírus consegue viver na comida. Só que não, se for delivery 😋
O vírus não consegue sobreviver em bocas de fumo e bailes funk, especialmente os patrocinados pelo narcoterrorismo 💥
O vírus consegue sobreviver a um dia ensolarado na praia e prospera na água salgada. Até ganha mais força!!! 💪
O vírus respeita as ordens dos prefeitos e governadores e agora respeita o calendário dos campeonatos de futebol tbém ⚽️ Mas já que não tem torcidas, se for pra pegar só jogadores, comissão técnica e imprensa, ele nem vai... 😞
O vírus fica te esperando do lado de fora da sua casa para te atacar selvagemente na rua 😳
Ah, ele adora parques pq gosta de passear e pode pegar vc, mesmo que esteja sozinho!!! Por isso, te levam pra delegacia, pois lá ele não entra pq tem medo de ficar preso!!! Mas é tudo para o seu bem... 👊 Tem multa tbém (???) mas deve ser pra colaborar na compra de respiradores que não entregam ou não funcionam!!! 🤬
A hidroxicloroquina não funciona contra o vírus entre os cidadãos comuns, mas se você for um político, funciona (basta usar) 😉
Embora o vírus mate pessoas, aparentemente ele cura doenças do coração, derrames, câncer, diabetes, gripe comum e outras doenças respiratórias... Parece que quase nem existem mais... 🧐
O vírus é super mortal contra as pessoas que se negam a ficarem em casa. Porém, ele ataca menos as pessoas que acreditam nele (parceiro) 😜
Esse vírus entrou no Brasil em novembro de 2019 (fato comprovado no esgoto residencial de Floripa) mas era só uma “gripezinha” até fevereiro. Inclusive, durante o carnaval, o danado aproveitou para dormir e acordou só em março (dorminhoco) 🤨
O vírus também tem ajudado secretários de saúde a guardarem dinheiro em casa 💲
Esse é um vírus novo, sobre o qual não se sabe quase nada... Mas, para os “inteligentes”, deixa a “certeza” de que ficar em casa te “protege” e que hidroxicloroquina, depois de ser usada por décadas, virou veneno ☠️
🤨🤔😉
(Copiado e colado) autor desconhecido

06 junho 2020

Irmã gêmea de um inquérito obscuro criado pelo STF, a CPI das Fake News é só uma das pontas aparentes de um fenômeno de mendicância intelectual e moral.

Coluna de Guilherme Fiuza, publicada pela Gazeta:

A CPI das Fake News é um movimento reacionário contra a liberdade de expressão. Nasceu para tentar sufocar a consciência democrática que brotou da internet e das redes sociais. Finge combater o Gabinete do Ódio, uma entidade imaginária criada por mentes decrépitas e frustradas interessadas em sobreviver de um fetiche chamado antibolsonarismo – algo mais estúpido e indigente do que um bolsonarismo, real ou fantasioso, jamais conseguiria ser.
Irmã gêmea de um inquérito obscuro criado pelo STF, a CPI das Fake News é só uma das pontas aparentes de um fenômeno de mendicância intelectual e moral. O que fazer se você é inseguro das suas virtudes? Simples: aponte o dedo para alguém. Acuse. Ou simplesmente formule um estigma voador e saia atirando nele com sua bateria antiaérea de plástico. Pou-pou-pou. Depois faz sinal de arminha para sua claque. Você é um antifa digital – designação moderna para o que antigamente se chamava alma penada.
Bolsonaro, Bolsonaros e bolsonarismos vão passar, mas a praga do antibolsonarismo masturbatório não tem cura. Todas essas almas penadas que encontraram uma razão de viver brandindo suas arminhas pou-pou-pou contra os seus próprios fetiches fascistoides ficarão penando para sempre – boiando na sua piscina seca de virtudes virtuais. Vocês são a apoteose do autoengano.

Governos são ruins – porque cumprem a missão de alcançar expectativas inalcançáveis. São os eternos derrotados pela utopia do bem comum. Mas pior do que os governos são os governados que os usam para explicar seus próprios fracassos. Que descobriram a magia idiota de culpar um ente superior por tudo aquilo que não conseguem ser. Nesse processo de neurose anestésica, quanto pior você conseguir dizer que o seu senhor é, melhor você se sentirá – desde que não seja obrigado ao cruel ritual de se olhar no espelho.
Liberto desse perigo, o que vier é lucro – e quanto mais escroto for o seu senhor, mais belo será você. Pou-pou-pou!
A rigor, não interessa propriamente quem é o seu senhor. Interessa o quanto você pode caricaturá-lo. Como fazer se você está livre, absolutamente livre, mas é um escravo mental e precisa justificar a sua claudicante existência? Fácil: acuse o seu senhor de aprisioná-lo. Ninguém verá as amarras – que não existem – mas se você for eficiente na simulação de um senhor escravocrata poderá até conquistar a condição de vítima por dedução.
Seus pares, que estão na mesma miséria espiritual que você, chegarão a ter quase certeza de estar enxergando as amarras que te impedem de desenvolver a capacidade que você não tem. E vão sair por aí jurando – com o alívio caudaloso de todo covarde remediado – ter visto as amarras imaginárias que te impedem de se tornar o ser que você não é.
A vida de um idiota é a explicação suficiente que ele pode dar ao idiota mais próximo – dando graças aos céus pelo fato de que saciar a idiotice é como transbordar uma casca de noz. É nóis. Pou-pou-pou.

A Empulhação da Pandemia .Jornalista desvenda a irresponsabilidade pseudo-científica da OMS e a canalhice de governadores (veja o vídeo) .

27 abril 2020

Leandro Ruschell analisa as insinuações de Moro contra Bolsonaro

Leandro Ruschell analisa as insinuações de Moro contra Bolsonaro, o contexto em que elas surgiram e como foram rapidamente aproveitadas pelo establishment e pela esquerda na narrativa de que o presidente deve cair.
Sérgio Moro foi um herói na Lava Jato. Creio que apenas petistas e outros defensores de bandidos discordarão disso. Mas o seu ataque frontal ao presidente na última sexta-feira, dia 24 de abril, produz muitos questionamentos. Seria o presidente Bolsonaro um criminoso, conforme sugeriu o ministro? A reação inicial ao seu pronunciamento foi majoritariamente emocional: quem o identificava como referência moral, tendeu ao seu apoio imediato, sem questionar o que foi apresentado por ele. Porém, uma análise fria do que foi exposto até aqui sugere cautela, pelo menos.
Recapitulando: Moro afirmou em coletiva, em que anunciou a sua saída do cargo, que o presidente Bolsonaro estaria buscando um controle político da Polícia Federal, justificando sua decisão de pedir a demissão. Mais, afirmou que nem o PT chegou a tanto, pois o partido teria mantido independência da PF durante sua gestão.
Uma bomba nuclear jogada na cabeça de Bolsonaro.
Talvez a declaração mais esdrúxula de Moro tenha sido sobre a independência da Polícia Federal durante os governos petistas. Romeu Tuma Júnior, que escreveu o livro “Assassinato de Reputações”, foi ao Twitter perguntar ao ministro se a afirmação se tratava de uma piada. Tuma sofreu perseguição política após deixar a Secretaria Nacional de Justiça na era petista, relatando no livro o esquema ilegal de investigação criada pelas gestões do PT, com a criação de inquéritos fora do sistema, usados para criar dossiês contra adversários políticos e chantagear pessoas.
Também não podemos esquecer da ação de Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça de Lula, que atuou como verdadeiro advogado e lobista do ex-presidente durante o Mensalão, posteriormente sendo o criador da tese de Caixa 2 para acobertar os crimes do Petrolão. Já Tarso Genro, outro ministro da Justiça petista, utilizou a PF para perseguir a então governadora do RS, Yeda Crusius, com inúmeras operações que não resultaram em nenhuma condenação, mas foram suficientes para enfraquecer Yeda, garantindo a eleição para governador ao próprio Tarso. Completando, só para citar mais um caso, podemos lembrar de Dilma recebendo informações secretas da PF para alertar seus marqueteiros sobre um mandado de prisão iminente, o que os fez fugir do país. Finalizando, não podemos esquecer da infiltração do PT no próprio Supremo, onde o seu presidente é ex-advogado do partido e ex-assessor do próprio José Dirceu, que não se declarou impedido para tomar decisões que beneficiariam vários petistas, incluindo o próprio Dirceu e o corrupto condenado, Lula.
Após a coletiva de Moro, ele enviou prints para o Jornal Nacional, de conversas dele com a deputada Carla Zambelli, assim como conversa com o próprio presidente. Nas conversas com Zambelli, Moro afirma não estar a venda, quando a deputada sugeriu lutar por sua indicação ao STF, caso ele aceitasse a troca de comando na PF. Já em relação ao presidente, Moro apresentou conversa onde o presidente sugeria que um dos motivos para a troca de comando na PF seria a necessidade de ter acesso às informações sobre o inquérito ilegal do STF que estaria investigando deputados e empresários ligados a Bolsonaro. A diferença de poucos minutos entre o horário da conversa e do print sugere o que Moro tinha a intenção de vazar as conversas antes mesmo de anunciar sua saída do governo.
Em relação às conversas apresentadas por Zambelli, não há a menor sugestão de qualquer tipo de crime. A deputada simplesmente tenta demover Moro da ideia de sair do ministério, afirmando que defenderia o nome do ministro para o STF. A conversa com o presidente tampouco apresenta indício de crime, ainda mais se levarmos em conta a natureza de tal inquérito. O termo “influência política” na PF é muito vago. Algum nível de influência o presidente sempre terá, pois é quem legalmente tem a prerrogativa de definir o diretor da instituição. Do ponto de vista legal, é preciso saber se houve ato de impedir investigações, escondê-las ou direcioná-las a oponentes políticos, por exemplo. Pelo que foi apresentado até aqui, não parece ser o caso.
O próprio ministro Sérgio Moro, em entrevista à GloboNews no dia 11 de março, afirmou que: “...o presidente tem a prerrogativa de indicar o diretor da PF... ela tem trabalhado com a autonomia que tem sido garantida...”.
O que Moro indica na sua coletiva é a interpretação dele que a troca na Polícia Federal produziria tal interferência, o que envolveria a possibilidade futura de cometimento de algum crime, o que em si não é crime algum. Fazendo um paralelo com um crime cometido pela ex-presidente Dilma, quando ela anunciou a possibilidade de colocar o investigado Lula no Ministério, para fugir da caneta do então juiz Sérgio Moro, ela não cometeu crime algum. Mas quando efetivamente executou a decisão, cometeu, pois dava foro privilegiado ao corrupto. O ato ilegal foi anulado pelo STF, apesar do crime – mais um – nunca ter sido investigado e julgado.
O INQUÉRITO ILEGAL DO STF
No print de conversa entre Moro e presidente, remetido pelo ministro para a Jornal Nacional, como suposta prova da “interferência” do presidente nos trabalhos da PF, observamos o presidente alegando que um dos motivos para a troca seria pela atuação da instituição no inquérito das “Fake News” no STF, que teria como alvo correligionários seus.
Recapitulando, Toffoli abriu um inquérito sigiloso para investigar “atos” contra o Supremo, com base numa leitura muito peculiar do Regimento Interno da Casa, onde há a previsão legal para abertura de tal investigação em caso de crime cometido nas dependências do STF. Toffoli alega que onde está um ministro, ali também está o Supremo, transformando o Brasil inteiro em dependência do STF. Ele foi além na ilegalidade, indicando sem sorteio o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes. Ato contínuo, Moraes escolheu a dedo delegados da PF, que responderiam diretamente a ele, um procedimento completamente anômalo.
Dessa forma, o STF se transformou em tribunal de exceção, onde a suposta “vítima” de “ataques”, se transforma em investigador e julgador dos seus “agressores”. Em outras palavras, temos instalada a ditadura do Supremo. A própria procuradora-geral, Rachel Dodge, apontou a ilegalidade do procedimento, apontando o óbvio: eventuais crimes cometidos contra o STF deveriam ser denunciados ao MPF, que poderia abrir investigação e apresentar denúncia. Ela pediu o arquivamento do inquérito, no que foi rechaçada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Dado o impasse, o novo procurador-geral propôs, de forma equivocada, uma solução salomônica: o inquérito prosseguiria, mas os autos deveriam ser compartilhados com a PGR, o que aparentemente aconteceu, o que não retira o seu caráter fascitóide.
Tal inquérito foi aberto após longo desgaste da corte diante a opinião pública, pela sua evidente falta de vontade em investigar os maiores bandidos da República, para dizer o mínimo, além das seríssimas acusações que pesam contra os próprios ministros.
A revista Crusoé trouxe uma denúncia gravíssima sobre o ministro Toffoli: o ministro seria tratado nas comunicações da Odebrecht como “amigo do amigo do meu pai”, segundo relato do Marcelo Odebrecht em depoimento ao MPF, sendo que “amigo do meu pai” era o codinome de Lula na empresa. No âmbito do inquérito, Alexandre de Moraes baixou censura sobre a revista, e o seu editor teve que dar esclarecimentos à Polícia Federal. Após protestos da imprensa, a censura foi levantada, mas o inquérito permaneceu aberto.
Utilizando os poderes produzidos pelo inquérito, Alexandre de Moraes suspendeu procedimento investigatório aberto pela Receita Federal contra ministros do STF, chegando a decidir pelo afastamento dos servidores envolvidos em tal, num claríssimo ato de atuação em causa própria. Antes disso, ele tinha decidido por expedir mandados de busca e apreensão contra diversas pessoas que haviam criticado fortemente o STF nas redes sociais. Um dos alvos foi o general da reserva Paulo Chagas, que teve seus equipamentos eletrônicos recolhidos.
Num segundo momento, ouve associação desse inquérito ao trabalho produzido pela CPI das “Fake News”, demonstrando cabalmente o perfil político da investigação. A CPI é controlada com mão de ferro pela oposição ao presidente, utilizando o fórum para perseguir seus apoiadores. Listas de “milícias virtuais” passaram a ser produzidas, onde nomes eram imediatamente retirados caso o sujeito em questão virasse oposição.
A partir do momento que a deputada Joice Hasselmann anunciou sua traição ao presidente, por não ficar ao seu lado pela disputa de controle do PSL, passou a utilizar a CPI como palco para perseguição aos seus opositores. Foi neste momento que a CPI passou a enviar “provas” para o inquérito ilegal do STF.
Num dos atos mais claros de perseguição política, Alexandre de Moraes utilizou materiais apresentados na CPI, como vídeos internos do Movimento Conservador organizando uma manifestação contra Gilmar Mendes, para decretar busca e apreensão à residência de Edson Salomão, seu presidente.
Outros movimentos sociais também foram hostilizados. O Movimento Avança Brasil, o qual sou conselheiro, teve um dos seus integrantes chamados para um interrogatório. Nem o delegado, como o advogado do integrante, teve acesso aos autos do processo, outra ilegalidade presente em tal inquérito. O delegado disse que tinha uma lista de perguntas a fazer. A principal delas era sobre a apresentação de imagens de ministros do STF no caminhão do movimento, num protesto que ocorreu na Avenida Paulista.
O jornalista Allan dos Santos, editor do canal Terça Livre, também foi alvo do inquérito, depois de ter dado longo depoimento à CPI das “Fake News”, onde ficou clara a tentativa de criminalização do movimento conservador que apoiou a candidatura de Bolsonaro e dá sustento a sua presidência. Posteriormente à oitiva na CPI, Allan foi intimado a aparecer diante de um juiz indicado pelo STF para prestar depoimento. Na condição de testemunha? De investigado? Foi acusado de algum crime? Não se sabe, pois seus advogados não tiveram acesso aos autos do processo, um direito fundamental à defesa rasgado pelo próprio STF.
O procedimento ilegal, sigiloso, típico de estado totalitário, é utilizado pelo STF como um verdadeiro canivete suíço jurídico, para sua auto-proteção e para criminalização de qualquer expressão que questione sua postura protetora do establishment político corrupto.
Veja o que jurista Modesto Carvalhosa escreveu sobre o inquérito:
“Dias Toffoli e seu companheiro Alexandre de Moraes transformaram o STF num tribunal de exceção, declarado no artigo V e inciso XVI da Constituição no mais grave delito contra as liberdades públicas numa democracia. No comando desse tribunal de exceção, estabeleceram esses dois abusivos funcionários públicos um clima de terror mediante a prática continuada dos crimes de ameaça, constrangimento ilegal, violência arbitrária e invasão de domicílio cominados nos artigos 132, 146, 147 e 150 do código penal. Para que cessem as atividades delituosas, esses dois indivíduos, deve a Procuradoria Geral da República promover a imediata prisão preventiva de ambos, a fim de que deixem de ameaçar e ofender a cidadania brasileira. As pessoas e as instituições da sociedade civil não devem obedecer e acatar qualquer medida determinada por esses dois elementos, comunicando imediatamente ao Ministério Publico a respeito para as providências devidas.”
DE VOLTA A MORO
A explanação sobre o inquérito ilegal do STF é necessária porque, por enquanto, foi essa a principal “prova” de Moro sobre o suposto desejo de Bolsonaro de “intervir” politicamente na PF.
Não podemos esquecer que o STF praticamente acabou com a Lava Jato, jogando os casos para o TSE, acabando com a prisão após a segunda instância, criando novos procedimentos para as delações, com aplicação retroativa e anulação de várias sentenças.
Pior, deu guarida ao ataque produzido pela esquerda, com o hacking e liberação de mensagens de autoridades envolvidas na Lava Jato, incluindo o próprio Moro, criando a narrativa de perseguição a Lula e à quadrilha que saqueou o Brasil. Gilmar Mendes chegou ao ponto de dar um salvo conduto ao Glenn Greenwald, apesar dos claros indícios de ligação do sujeito com o hacking das autoridades. Mendes agora opera para aprovar a suspeição de Moro e anular o processo de Lula, o que devolveria os direitos políticos ao corrupto, além de abrir espaço para a anulação de praticamente todos os processos julgados por Moro.
Nesse caso, não é no mínimo razoável que o presidente Bolsonaro esteja interessado em ter acesso a mais informações sobre um assombroso ato ilegal e ditatorial do STF, que coloca em risco não apenas a presidência, mas o próprio Estado de Direito?
O PT e o quadrilhão que saqueou o país instrumentalizou a Justiça e o próprio Congresso, impedindo que a Lava Jato fosse adiante. Por que Moro, ele mesmo alvo desse grupo, está atacando o presidente que busca reestabelecer o Estado de Direito, ao invés desses grupos que impedem a continuidade da Lava Jato? De uma certa forma, ao questionar as intenções do presidente em relação ao inquérito ilegal do STF, Moro está legitimando o mesmo. Por que?
Não é possível comparar os crimes claríssimos cometidos pelo PT e seus aliados, com o roubo de bilhões e a imposição de um projeto político chavista, que poderia nos levar à tragédia venezuelana, com a busca pela criminalização de oposição ao STF e ao Centrão corrupto, justamente por não levar adiante a retirada de corruptos da vida pública.
O CERCO A BOLSONARO
Tudo isso acontece enquanto se denuncia uma série de tentativas de golpe ao presidente, na esteira da instabilidade provocada pela epidemia global do vírus chinês, aproveitada por boa parte do establishment brasileiro para adotar medidas exageradas e autoritárias, que produzirão a ruína econômica do país e a explosão das contas públicas, mas também a disponibilização de verbas multibilionárias nas mãos dos corruptos, tudo que eles pediram a Deus, depois da seca provocada pela Lava Jato.
Maia estaria articulando com a OAB um pedido de Impeachment de Bolsonaro, com apoio do próprio STF, que já deu o primeiro passo para o golpe: o ministro Celso de Mello deu seguimento até aqui a um Mandado de Segurança que pede o afastamento do presidente em caráter liminar, o que seria inédito na história da República.
Ao mesmo tempo, governadores tomam uma série de medidas que usurpam poderes federais e atacam o presidente, novamente com apoio do STF, sem nenhuma palavra contrária do então ministro Moro.
A extrema-imprensa sobe o tom. Se havia 99% de oposição ao governo desde o primeiro dia, hoje temos 100% de oposição, chegando ao ponto de apoiar as ilegalidades do STF e das medidas tomadas pelos governadores que rasgam os direitos constitucionais mais básicos. Até aqui, apenas o presidente Bolsonaro se colocou em defesa desses direitos.
O FUTURO
Agora, com o ataque frontal de Moro, a oposição a Bolsonaro fica com ainda mais “argumentos” para abrir um processo de Impeachment ou tomar outras medidas para retirar o presidente do poder. No limite, pode ser instituído o parlamentarismo, ou criada outras medidas que transformem Bolsonaro numa Rainha da Inglaterra. Na verdade, isso já ocorre hoje em certo grau.
Além disso, as ações de Moro acabam diminuindo a base de sustentação do presidente, dada sua figura de Herói Nacional, fazendo com que muitas pessoas fiquem ao lado de Moro, independente da falta de consistência nas alegações do ex-ministro apresentadas até o momento.
Isso deixa Bolsonaro nas mãos do Centrão, a única força que teria votos necessários no Congresso para evitar um Impeachment. Ou seja, o presidente terá que escolher entre partir para a “articulação” espúria que evitou desde o começo do mandato, perdendo a principal bandeira que o elegeu e o apoio popular, ou manter o seu compromisso, ficando mais exposto a qualquer tipo de golpe.
Resumindo, o establishment corrupto é o grande ganhador nesse episódio.
Particularmente, defendo fortemente a manutenção do seu compromisso inicial e a exposição da situação pelo presidente. Se Bolsonaro fizer isso, atrairá mais apoio popular, mantendo a possibilidade de continuidade do processo de reconstrução do Brasil, tão abalado nas últimas semanas.
Também é URGENTE que Bolsonaro pare de cometer erros que prejudicam ainda mais a tarefa. Por exemplo, o seu AGU, André Mendonça, deu parecer favorável ao inquérito ilegal, assim como Aras, o procurador-geral escolhido pelo presidente. Jorge Oliveira, o possível substituto de Moro, é muito próximo de Toffoli, e foi um dos defensores, junto ao presidente, da figura do juiz de garantias, uma estrovenga criada pela esquerda para dificultar ainda mais o andamento dos processos. Essas decisões só favorecem o inimigo.
As forças políticas que realmente defendem a refundação do Brasil precisam se unir contra um verdadeiro golpe de estado que se desenha. Muita gente boa está contribuindo para esse golpe sem nem perceber, identificando em Bolsonaro o culpado pela situação. Se fosse, não haveria todo esse esforço por parte do establishment para retirá-lo do poder, não é mesmo?

05 novembro 2019

AO VIVO: BOLSONARO, ONYX LORENZONI E GENERAL FAZEM PRONUNCIAMENTO - 300 DIAS DE UM GOVERNO DE ESPERANÇA RENOVADA.

Se for revertido, lamento, mas respeitosamente.

PEC da Bengala
Na conversa com jornalistas e empresários reunidos num restaurante, Moro acabou reduzindo o alcance de um projeto que é defendido por deputados da base do governo. No Congresso está sendo retomada a discussão para reduzir de 75 para 70 anos a idade para aposentadoria compulsória de ministros do STF. Haveria intenção de abrir novas vagas na Corte ainda na gestão de Bolsonaro com aposentadoria antecipada de alguns ministros. Moro disse que o projeto não deve atingir os atuais ocupantes do tribunal.
A discussão é cabível, sem que o ministro atual seja atingido. Se fosse alterado, não se aplicaria aos ministros presentes.
https://www.agoranoticiasbrasil.com.br/moro-diz-que-proposta-de-toffoli-para-reduzir-prescricao-de-crimes-nao-resolve-todos-os-problemas/https://www.agoranoticiasbrasil.com.br/moro-diz-que-proposta-de-toffoli-para-reduzir-prescricao-de-crimes-nao-resolve-todos-os-problemas/