Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Jornalista formado pela FAFI-BH,especializado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela ESPMG. "O Tribunal Supremo dos EUA decidiu que "só uma imprensa livre e sem amarras pode expôr eficazmente as mentiras de um governo." Nós concordamos."

25 junho 2014

DILMA E LULA ZOMBAM DOS MINEIROS





O evento realizado pelo PT ontem em Minas, sob o pretexto de lançar de novo a candidatura do ex-ministro Fernando  Pimentel, ao governo estadual, repete o desrespeito e o desconhecimento que o partido tem sobre os assuntos de Minas. O partido recorre de novo a mentiras e foge das explicações que deve aos mineiros.
 
Criticam a construção da Cidade Administrativa, obra responsável pelo desenvolvimento de todo o Vetor Norte da Região Metropolitana. Obra feita no prazo e no custo previsto, façanha que, em 12 anos o governo federal petista, não conseguiu realizar com nenhuma das promessas que fez para o estado, como a expansão do metrô de Belo Horizonte e a duplicação da rodovia BR 381.
 
Eles ignoram que, nas sucessivas gestões do PSDB, entre 2003 e 2014, foram realizadas obras e transformações que chamam a atenção de todo o país. Para ficar em apenas alguns poucos exemplos, foram asfaltados os acessos a mais de 200 municípios que não tinham esse benefício, e o telefone celular chegou à sede de mais de 400 cidades onde não havia o serviço. O próprio governo federal reconhece que Minas tem a melhor educação fundamental do país e o melhor sistema de saúde púbica da região Sudeste. O IDH de Minas passou de médio para alto.
 
A comitiva presidencial poderia ter conhecido um pouco do trabalho do PSDB no estado, como a MG 050 duplicada, a nova avenida Antônio Carlos ou o maior conjunto cultural do país instalado na praça da Liberdade.
 
No mais, os petistas fogem do acerto de contas com os mineiros. Poderiam ter aproveitado para responder a três simples questões.
 
1. Presidente Lula, o senhor declarou em 2003 que o metrô de BH, que é de responsabilidade federal, seria prioridade. Doze anos depois, nenhum metro foi feito. Para ajudar o governo federal, o governo do Estado fez os projetos. Com os projetos prontos, o governo federal encontra outra desculpa pra não fazer as obras. Presidente, por que o senhor não cumpriu a sua palavra?
 
2. Presidente Dilma, quando o presidente Lula editou a Medida Provisória que tirou a nova fábrica da Fiat de Minas, levando-a para Pernambuco, deixando o estado sem milhares de empregos de qualidade, a senhora ficou calada. Quando o Congresso Nacional aprovou Projeto de Lei dando os mesmos benefícios oferecidos a Pernambuco aos municípios mineiros da Sudene, a senhora pessoalmente vetou. O PAC das cidades históricas, que a senhora lançou pela quarta vez no ano  passado e que foi inclusive motivo de piada por todo o país, mais uma vez não saiu do papel. As promessas feitas em 2010  aos mineiros não foram cumpridas. Por que a senhora governa o país de costas para Minas?
 
3. Ex-ministro Pimentel, o senhor estava no ministério e nenhum assunto relevante de Minas foi resolvido. O senhor escandalizou o Brasil ao decretar sigilo sobre os incentivos concedidos pelo Brasil a Cuba. Por quê?
 
A presidente Dilma voltou a minas  e, mais uma vez, zomba da inteligência e da maioria dos mineiros.

29 abril 2014

SUS E O SUSTO DO POVO COM O DESGOVERNO DILMA



Por José Casado, para O Globo
A percepção de que a Saúde é o maior problema brasileiro está estampada em todas as recentes pesquisas de opinião. Em dezembro o Ibope confirmou a impressão coletiva ao entrevistar 15.414 eleitores em 727 municípios: 58% criticaram a política de saúde pública — a taxa de reprovação foi recorde no Rio Grande do Norte (73%), Distrito Federal (72%), Mato Grosso do Sul e Pará (70%). No Palácio do Planalto, porém, prevalece uma visão diferente.
Sete em cada dez brasileiros dependem integralmente da rede pública de serviços de saúde, que perdeu 11.576 leitos hospitalares no período entre janeiro de 2011 e agosto do ano passado. Ou seja, o governo Dilma Rousseff passou os primeiros 30 dos seus 48 meses de mandato desativando 12 leitos hospitalares por dia — em média, um a cada duas horas.
“Houve uma redução da quantidade de todas as especialidades de leitos de internação, com exceção dos leitos localizados em hospitais-dia”, atesta o Tribunal de Contas da União.
Enquanto isso, o setor privado recebeu estímulos para aumentar o número de leitos disponíveis a quem tem dinheiro para pagar um plano de saúde, com direito à internação hospitalar. Foram criadas 8.349 vagas nesse período, destinadas às pessoas que não dependem do SUS (um em cada quatro brasileiros). Na média, foram abertos nove novos leitos particulares por dia — um a cada duas horas e meia.
Técnicos do Tribunal de Contas passaram os últimos 12 meses examinando o financiamento e o desempenho do Sistema Único de Saúde. Visitaram 116 hospitais com 27.614 leitos (8% do total disponível no SUS), e em todo o país entrevistaram gestores, representantes do Judiciário e dos conselhos profissionais.
O relatório recém-concluído tem 200 páginas com um inédito diagnóstico dos serviços do SUS. Sua leitura conduz a uma conclusão: falta governo na saúde pública.
Em 67% dos estados a quantidade de leitos para a massa dependente da rede pública (2,29 para cada mil habitantes) é inferior ao mínimo recomendado pelo próprio governo (2,5 por mil).

25 março 2014

AUTORIZAÇÃO IRRESPONSÁVEL DÁ PREJUIZO A PETROBRAS



Confissão estarrecedora
20 de março de 2014 | 2h 07

Fonte: O Estado de S.Paulo
Pelo menos uma vez na sua vida pública, cinco anos antes de se tornar presidente, Dilma Rousseff não foi a administradora detalhista de que tanto se queixam, naturalmente em surdina, os seus subordinados - e o resultado foi calamitoso para as finanças e a aura de seriedade de que se vangloriava a 20.ª maior empresa do mundo, a Petrobrás. Às vezes, governantes alegam ter assinado sem ler, em meio à papelada na fila para o seu autógrafo, textos de atos oficiais que, de outro modo, rejeitariam. No caso de Dilma, foi pior: contentando-se com o pouco que leu, autorizou irresponsavelmente a estatal a fazer um negócio temerário que lhe traria um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão e uma inédita investigação da Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas.
À época, fevereiro de 2006, Dilma ocupava a Casa Civil do governo Lula. A ex-ministra de Minas e Energia chegara ao posto em junho do ano anterior, depois que o ministro José Dirceu caiu em desgraça, acusado de chefiar o mensalão. As funções da nova ministra incluíam presidir o Conselho de Administração da Petrobrás. E nessa condição ela participou da decisão do colegiado de autorizar a empresa a comprar 50% de uma refinaria em Pasadena, no Texas, por US$ 360 milhões. A refinaria tinha sido vendida um ano antes a uma empresa belga, a Astra Oil, por US$ 42,5 milhões. Por falta de informação ou por indiferença, nem Dilma nem qualquer dos conselheiros - entre eles o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o das Relações Institucionais, Jaques Wagner - chamaram a atenção para o fato de que, para ficar com metade do empreendimento, a Petrobrás desembolsaria 8,5 vezes mais do que a Astra gastou pouco antes pela destilaria inteira.
Foi o começo da degringolada. Quando, em 2007, o Conselho negou à Petrobrás autorização para aceitar a proposta de compra dos demais 50%, a vendedora acionou a estatal na Justiça americana para obrigá-la a isso, invocando a cláusula contratual Put Option. Segundo ela, em caso de desavença entre os sócios, um deve ficar com a parte do outro.
Em 2008, a Petrobrás recorreu, pagando, diga-se de passagem, US$ 7,9 milhões a uma banca de advocacia ligada a ex-dirigentes da própria empresa. Derrotada na Justiça, ela acabaria pagando aos belgas US$ 820,5 milhões - US$ 639 milhões pela metade com que não queria ficar, mais honorários e custas processuais. O caso escabroso foi divulgado em 2012 pelo Broadcast, o serviço em tempo real da Agência Estado. O mais estarrecedor, porém, ainda estava por vir.
Na segunda-feira, confrontada por documentos inéditos atestando o voto favorável da então conselheira Dilma Rousseff à compra da refinaria, na fatídica reunião de 2006, ela confessou, em nota da Presidência da República a este jornal, que se baseara em um mero resumo executivo, "técnica e juridicamente falho", dos termos da transação. O seu autor era o diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, indicado pelo ainda ministro José Dirceu. Espantosamente, ele é hoje diretor financeiro de serviços da BR Distribuidora. O texto não fazia menção à Put Option, tampouco à cláusula Merlin, que garantia à parceira da estatal um lucro de 6,9% ao ano, qualquer que fosse a situação do mercado de derivados de petróleo. Tais condições, diz a nota do Planalto, "seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho" se delas tivesse ciência.

11 março 2014

ARMAS CONTRA O POVO PELA COPA


Para Copa, governo compra 2.691 armas de balas de borracha. Gasto: R$ 30 mi

UOL – Rodrigo Mattos - 11/03/2014 06:00

O governo federal comprou um total de 2.691 kits com armas de balas de borracha e munição para distribuir a policiais para combater protestos na Copa-2014. O investimento total é de R$ 30 milhões, e representa apenas uma parte do gasto com armas não-letais. Impedir que manifestações afetem o Mundial e seus torcedores é uma das prioridades da União na segurança do evento.
Desde o início do protestos da Copa das Confederações, a União começou a adquirir armamento não-letal, realizando três compras com a empresa Condor Tecnologias não-letais, com sede no Rio de Janeiro. A primeira leva de equipamentos foi fornecida sem licitação por conta da urgência da competição do ano passado. As outras duas licitações foram vencidas pela mesma empresa, que vende para o exterior.
No total, o governo federal já gastou R$ 49,5 milhões com armas não letais. Os equipamentos foram dados às polícias das 12 cidades-sede do Mundial. Neste pacote, predominam os Kits Operacionais Não-Letais Especiais I e 2 (Koe). Tratam-se de maletas com espingardas e munição de bala de borracha. Seu custo: R$ 10 mil ou R$ 14 mil, dependendo do modelo.
Pela distribuição determinada pelo governo federal, São Paulo é o local onde se espera os conflitos mais violentos durante a Copa. Foram dados 314 kits ao Estado, um número bem superior às outras unidades da federação. Em seguida, vem o Rio de Janeiro com 276. Ceará e Bahia estão em terceiro e quarto, com 220 e 206 kits.
Apesar de fora da Copa das Confederações, São Paulo viu o início das manifestações de junho e julho do ano passado com reivindicações pela redução da passagem de ônibus. A capital fluminense teve o maior aparato policial na final da competição quando bombas de gás lacrimogênio chegaram a ser sentidas no Maracanã.
Além das balas de borracha, o governo investiu também em outros sete tipos de armamentos não-letais para enfrentar as manifestações. Entre eles, pistolas que dão choques e deixam as pessoas desorientadas, e com contrações musculares. Foram compradas 1.788 unidades dessas.
Haverá ainda 8.374 granadas de gás lacrimogênio disponíveis para as polícias estaduais, e número igual de granadas de efeito moral e de luz e som. Carregamentos de spray de gás pimenta também foram comprados em larga escala: serão 9.437 só para São Paulo, sendo cerca de 48 mil no total.
Segundo a Sesge (Secretaria Especial de Segurança de Grandes Eventos), já foram feitas todas as compras necessárias e não haverá novas aquisições em 2014. No total, a matriz de responsabilidades prevê um gasto total de R$ 1,9 bilhão com a segurança da Copa-2014. Não houve cortes neste orçamento, apesar dos pesados cortes na segurança do país.

27 janeiro 2014

Dilma, Lula e a tirania castrista: o escândalo do Porto de Mariel.


Já que a candidata-presidente ruma para Cuba, convém reler o post publicado no início do mês sobre o escandaloso financiamento, pelo BNDES, da ampliação do Porto de Mariel. Tudo mantido em sigilo pelo governo brasileiro:

23 janeiro 2014

COMO O PT QUER TSE AMORDAÇA MP

Deputados esperam que TSE reveja decisão que limita ação do Ministério Público nas eleições Resolução do tribunal aprovada em dezembro impede o MP de instaurar inquérito, sem a autorização do Judiciário, para apurar crimes eleitorais. Na opinião de parlamentares, norma é inconstitucional.


Leia mais no Estado de Minas


Deputados federais consideram inconstitucional dispositivo de resolução publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que limita a atuação do Ministério Público (MP) nas eleições deste ano. O texto do TSE é do final de dezembro, mas continua repercutindo. Na semana passada, procuradores eleitorais fizeram um abaixo-assinado contra as novas regras estabelecidas pelo tribunal.

08 janeiro 2014

FALA QUEM PODE, ESCUTA QUEM TEM JUÍZO. ASSIM SENDO SÓ COM RECALL RESOLVEMOS !


(Alexandre Schwartsman - Folha de SP, 01) 1. A expansão medíocre do produto, a inflação mal e mal contida a golpes de controles diretos de preços, o crescente déficit externo, somados ao desempenho pífio da produtividade, sugerem que o atual arranjo de política é insustentável. Não há casos de economias que tenham prosperado sob essas condições. Pelo contrário, há sempre um momento em que a farsa se desfaz e a crise sobrevém.
     
2. Sabe-se, portanto, ser necessária uma mudança nos rumos de política econômica para evitar que o país atinja um estado do qual não conseguirá sair sem consequências dolorosas. Não se requer, contudo, nenhum conhecimento político mais profundo para concluir que --tendo evitado fazê-lo sob condições eleitorais mais favoráveis-- não parece nada provável que o governo possa se engajar em um esforço de austeridade às vésperas da eleição.
3. Ainda que Brasília acene timidamente com promessas de não piorar adicionalmente seu já lamentável desempenho, os Estados, crescentemente livres das amarras previamente impostas pela União, devem aumentar ainda mais seus gastos.